Emissora disse que foram recebidas duas notificações relacionadas ao debate "que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento"
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/3/n/Gg9ACMSPipiHP8KewCQg/debate.jpg)
A TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para esta quinta-feira (1º). Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam na emissora.
Segundo a Globo, foram recebidas duas notificações relacionadas ao debate "que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento".
A primeira é a decisão da ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que atendeu a um pedido da coligação do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre não permitir perguntas e não deixar o púlpito vazio.
"A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique", explica a emissora.
A segunda é sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a ida do candidato Renan Santos (Missão) ao debate.
"As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional", prosseguiu.
Ainda citam a decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, que "alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate".

.gif)