Justiça determinou que o investigado mantenha distância mínima de 300 metros da bancária e de familiares
Decisão da Justiça proíbe contato do gerente com bancária no Norte do ESA Justiça do Espírito Santo proibiu um gerente do Banestes de se aproximar ou manter contato com uma colega de trabalho, com o marido dela e com a filha menor de idade da funcionária. A decisão foi tomada após uma investigação sobre suspeitas de perseguição e ameaça. O investigado deve manter distância mínima de 300 metros dos três. O caso ocorreu no Norte do Estado.
As partes foram intimadas no dia 28 de outubro. Na tarde desta quarta-feira (4), a reportagem procurou o advogado que representava o investigado. Ele informou que deixou o caso. O espaço segue aberto para manifestação da defesa.
A Gazeta procurou o Banestes, por meio de contato com a assessoria de imprensa da empresa, para confirmar se o vínculo profissional do investigado foi mantido, se ele mudou de cargo ou se foi afastado.
Por nota, a instituição disse que, "em razão do dever de sigilo e da necessidade de preservação de informações de caráter pessoal e funcional, não pode se manifestar sobre questões específicas relacionadas ao caso mencionado".
"O banco reitera seu compromisso com o cumprimento da legislação vigente, com a proteção de seus colaboradores e com a observância dos procedimentos internos e das determinações das autoridades competentes", pontuou o Banestes na nota.
Processo disciplinar
Segundo o relato apresentado à Justiça, a funcionária participou de uma pesquisa interna no banco que antecedeu a abertura de um processo disciplinar contra o gerente.
A bancária afirmou que, a partir daí, o gerente passou a aparecer repetidamente perto do local onde ela trabalha, a fazer ligações, a enviar mensagens indesejadas e a abordar familiares. A bancária também relatou que o gerente teria procurado a filha dela para tentar descobrir o endereço da funcionária.
Em outra manifestação à Justiça, a bancária informou que seu carro foi danificado perto da igreja que frequenta. A profissional apresentou um boletim de ocorrência e imagens de câmeras de segurança. A Justiça determinou que a Polícia Civil informe se o vídeo foi preservado no formato original. A autoria do dano é investigada.
O Ministério Público Estadual (MPES) foi procurado sobre eventual procedimento para apurar a denúncia contra o gerente. O órgão ministerial informou, por nota, que um processo "relacionado ao caso em questão tramita sob sigilo. Por essa razão, não é possível compartilhar informações no momento".
O que a Justiça determinou
O gerente está proibido de entrar na agência onde a bancária trabalha e na casa dela, salvo nas situações em que a decisão prevê autorização. Ele também não pode seguir, filmar ou tentar abordar a funcionária, nem comparecer a cultos ou eventos religiosos em que ela esteja presente.
Como o endereço cadastrado do investigado fica perto da agência, a Justiça autorizou que ele passe pela via pública quando isso for indispensável para chegar à própria casa. Nesse trajeto, ele deve seguir sem parar ou tentar contato.
A Justiça determinou que os documentos sejam incluídos no inquérito que já apura o caso e reúne relatos de outros funcionários do Banestes. As restrições valem até nova decisão e serão reavaliadas em 90 dias. A defesa poderá pedir a revisão das medidas em até cinco dias após a intimação. O juízo também mandou verificar a situação da prisão preventiva decretada em outro procedimento
Com informações de A Gazeta

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