BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 2, que a administrativa a ser apresentada pelo governo pretende acabar com a estabilidade para novos servidores, com exceção de algumas carreiras. Ele não detalhou quais manteriam esse direito.
A
equipe econômica pretende propor que as novas contratações de servidores sigam
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para só depois de um
período - que pode ser de 10 anos - conseguir estabilidade.
O
presidente deu entrevista ao sair do Palácio da Alvorada com destino a uma concessionária da Honda
no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) em Brasília,
a 14 km da residência oficial, para buscar a moto que comprou. O modelo
adquirido pelo presidente é uma Honda NC 750X azul. O preço de mercado é R$
33.980,00, segundo o site oficial da marca. Bolsonaro disse ter pago a moto com
o próprio cartão - e foi aplaudido por populares que o aguardavam na saída do
Alvorada. Ele foi recebido por mais de uma dezena de funcionários da Honda e
sob forte esquema de segurança. Ele foi acompanhado pelo ministro da secretaria
de governo, Luiz Eduardo Ramos.
Medidas
Sobre
as medidas, o presidente disse ainda que elas estão praticamente fechadas.
"Não posso garantir que vai sair essa semana (o conjunto de medidas), mas
tá quase tudo pronto pra criança nascer", afirmou.
"Daqui
para frente não teria estabilidade. Lógico que algumas carreiras típicas de
estado vão ter que manter estabilidade. Não posso formar um sargento, um
capitão de forças especiais e depois mandar embora. Tem outras de servidor
civil que não quero entrar em detalhes agora", acrescentou o presidente.
Fonte: Estadão


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