O
comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel, disse nesta
quarta-feira (5) que, até o momento, as investigações sobre o derramamento
de óleo que atinge centenas de pontos do litoral brasileiro ainda não
encontraram provas que identifiquem o responsável pelo vazamento.
"Todos
os esforços estão sendo feitos. No momento, nós temos indícios apenas, não
temos ainda provas", afirmou Puntel, durante audiência pública na Comissão
Temporária Externa do Senado que acompanha as ações de enfrentamento às manchas
de óleo (CTEOLEO).
Após
três meses desde que as primeiras manchas de óleo chegaram no litoral do
Nordeste, mais de 800 pontos já foram atingidos, segundo o Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Puntel
citou três inquéritos abertos que investigam o caso - um da Polícia Federal, no
Rio Grande do Norte, e dois inquéritos administrativos, na Capitania de Portos
de Pernambuco e na Diretoria Geral de Navegação no Rio de Janeiro.
"Todos
esses três inquéritos estão sendo feitos para a gente tentar chegar exatamente
no poluidor, no causador desse crime ambiental", afirmou.
A
investigação conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Marinha apontou
o navio grego Bouboulina como o principal suspeito pela poluição. No entanto,
além dele, a Marinha notificou outros 29 navios.
Especialistas
em análise de imagens por satélite questionam a validade do levantamento usado
pela PF para chegar ao Bouboulina, porque o óleo no mar pode não ser visível em
imagens de satélite.
Ainda
segundo Puntel, a investigação aponta que o derramamento pode ter acontecido a
cerca de 400 milhas a leste da Paraíba - primeiro estado atingido pelas
manchas.
"Esse
óleo navega submerso. Ele não navega na superfície, não é detectável a olho nu.
Esse óleo submerso navegou até chegar às praias. Na arrebentação das praias,
esse óleo tende a ir para a superfície e, então, na maré cheia, esse óleo vai
dar nas praias, acumular nas praias", disse.
São
quatro as principais possíveis causas do acidente: derramamento acidental,
derramamento intencional, operação "ship to ship" (navio tanque passa
óleo para outro navio tanque no meio do mar) ou naufrágio de navio petroleiro.
"A
maior probabilidade é no trânsito de um navio tanque, isso ainda está sendo
estudado", afirmou Puntel.
Fonte: G1 Espirito Santo


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