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Profissões do futuro: carreiras que vão bombar no mercado de trabalho




Acredite: por mais que o amanhã seja incerto, há uma série de características capazes de garantir prosperidade nas mais diversas áreas de trabalho que venham a surgir. Entre elas, as soft skills, habilidades comportamentais e competências consideradas subjetivas. “A empatia e o potencial para treinar e lidar com outra pessoa tendem a ganhar mais espaço no mercado de trabalho”, diz Julia Curan, consultora sênior na WGSN Mindset. Isso se potencializa com o avanço da tecnologia e, claro, a crise causada pela Covid-19. “A pandemia acelerou muitos fatores que já vinham acontecendo. Agora, a gente precisa ressignificar o valor do capital humano e da produção criativa, valorizando-os de verdade”, aponta Iza Dezon, pesquisadora e sócia-fundadora da consultoria de tendências DEZON. A seguir, elas nos ajudam a mapear as profissões do futuro:

Futuro híbrido
A tecnologia veio para ficar, sabemos. Mas, diferentemente do que se imaginava, o cenário mostra que o avanço da automatização e da inteligência artificial abre espaço para nos concentrarmos na singularidade do que é humano. “Se a humanidade cresce com a colaboração, por que não aplicar essa filosofia entre pessoas e máquinas?”, questiona Julia. A evolução tecnológica proporciona tempo para focarmos no desenvolvimento de competências criativas em todos os aspectos – e desde a educação básica. “As máquinas não têm éticas morais a não ser o contexto que damos para elas. Se o ser humano se comportar como elas, a gente não só perde um recurso valioso, como rompe com a sua função no mundo”, diz Iza. Resumindo, precisaremos das máquinas, mas também das pessoas para as treinarem. O futuro, logo, não é só tecnológico, mas também híbrido.
Áreas de atuação: desenvolvimento de softwares, gestão de talentos, especialista em cloud computing e segurança da informação.

Códigos naturais
“A tecnologia e a natureza se tornam íntimas para criar novos materiais. Será possível projetar quase tudo”, aponta Julia. Aqui, entra, por exemplo, o mercado de alimentos feitos em laboratório a partir de ingredientes vegetais para substituir produtos de origem animal. Além dele, a medicina de precisão, a biotecnologia, o sequenciamento de DNA também demandam descrição e identificação de códigos. Para Iza, esse é um foco, mas “é preciso democratizar e equiparar esse conhecimento tecnológico e de programação entre homens e mulheres”. Achamos justíssimo!
Áreas de atuação: biotecnologia, genética médica e genômica

Impacto local
A pandemia fortaleceu os negócios locais e isso irá continuar. “Esse talvez seja o futuro mais próximo”, diz Julia. “O ‘localismo’, baseado na maneira como vivíamos no passado, impacta diversas áreas do consumo, como gastronomia, moda, beleza...” Querer consumir e fortalecer o local tem a ver com o sentimento de segurança e com o fortalecimento da empatia. E, para além da escolha de compra, isso inclui a preocupação socioambiental. “Negócios de impacto social são promissores. Colocar a sua empresa a serviço de um bem maior será necessário. E isso é diferente de uma ONG, tá? Porque gera lucro. Caso da energia sustentável, por exemplo”, explica Iza. Um novo mundo a se (re)pensar.
Áreas de atuação: engenharia ambiental, energias renováveis ou alternativas, gestão de comunidades e produção local de alimentos, design, decoração, arquitetura e moda sustentáveis.


G1