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Em carta empresários e economistas pedem união e coordenação nacional contra a pandemia


O documento, encaminhado aos representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, diz que políticas públicas devem se basear em evidências científicas e é intitulado: "O País Exige Respeito; a Vida Necessita da Ciência e do Bom Governo."

Imagem: Arquivo Folha Uol

Mais de 500 empresários, banqueiros e economistas assinam uma carta de alerta em relação ao agravamento da pandemia no Brasil nas quais cobram vacinação e distanciamento social como medidas de combate à Covid-19.

Entre os que assinam o documento estão os ex-ministros da Fazenda Marcílio Marques Moreira, Pedro Malan, Maílson da Nóbrega e Rubens Ricupero; os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Gustavo Loyola, Pérsio Arida e Afonso Celso Pastore; os copresidentes do Conselho de Administração do Itaú Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles; o presidente do Credit Suisse, José Olympio Pereira; o presidente do Conselho de Administração da BRF, Pedro Parente, e o ex-economista-chefe do Bradesco Octavio de Barros.

Intitulado “O País exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo — carta aberta à sociedade referente a medidas de combate à pandemia”, o documento lembra que o Brasil é, hoje, o epicentro mundial da Covid-19 e reforça a necessidade de que as políticas públicas se baseiem em evidências cientificas.

“Estamos no limiar de uma fase explosiva da pandemia e é fundamental que a partir de agora as políticas públicas sejam alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica. Não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas”, afirmam.

A carta cita dados econômicos como o encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 e a elevada taxa de desemprego e afirma que a situação só será superada com o controle da doença.

“Esta recessão, assim como suas consequências sociais nefastas, foi causada pela pandemia e não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal”.

Os economistas que assinam a carta afirmam que a saída da crise requer vacinação em massa e que infelizmente o Brasil está atrasado. O documento também cobra o reforço urgente de medias de distanciamento social enquanto se busca aumentar o número de doses de vacina disponíveis e pedem o incentivo ao uso de máscaras.

Nas últimas semanas membros da equipe econômica, chefiada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, vêm defendendo a vacinação em massa como saída para a retomada da economia.


Auxílio emergencial

A carta reforça que medidas como auxilio emergencial se fazem necessária” “Em paralelo, não devemos adiar mais o encaminhamento de uma reforma no sistema de proteção social, visando aprimorar a atual rede de assistência social e prover seguro aos informais”.

O documento também aponta a necessidade de outras medidas de apoio às pequenas e médias empresas. Na quinta-feira (18) o governo enviou ao Congresso Nacional a medida provisória com as regras para o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial. A MP, segundo o governo, permitirá que 45,6 milhões de famílias sejam contempladas na nova rodada do auxílio. O texto define que:
  • a nova rodada terá quatro parcelas;
  • a primeira parcela será paga em abril;
  • o valor de cada parcela vai variar de R$ 150 a R$ 375, de acordo com a composição de cada família.

(Diário do Comércio)