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Adolescente de 15 anos assassinada em Cariacica recebia diversas ameaças do ex: 'uma hora eu te acho'

"A notícia vai bater na sua porta", "um dia eu te acho", "você acha que eu estou brincando?"... Essas são algumas das ameaças feitas pelo ex-namorado de Raíssa Souza da Silva, assassinada no último fim de semana em Vila Prudêncio, Cariacica. A adolescente, de 15 anos, recebeu os áudios na sexta-feira (23). Um dia depois, no final da tarde de sábado (24), as ameaças se concretizaram. 


Nas mensagens de voz encontradas no celular de Raíssa, o homem diz que só não tinha cometido o crime ainda em consideração à mãe dela. "Você dá sorte que eu amo sua mãe como se fosse a minha mãe e ela nunca fez nada comigo. Pode sumir o tempo que for, parceira. Mas uma coisa eu vou falar pra você: uma hora eu te acho", diz ele.

Além dos áudios, o ex-namorado da vítima enviou também um vídeo com xingamentos, pedindo para que a adolescente aparecesse: "Você não quer olhar para minha cara não? Eu 'tô' só o ódio. Você vai ver, parceira. Você vai ver! Fica brincando com a minha cara, enquanto isso o tempo vai passando."

Raíssa se relacionava com o suspeito desde os 13 anos de idade. Familiares contaram que o homem, de 25 anos, é envolvido com o tráfico de drogas da região. A Secretaria de Justiça informou que ele possui duas passagens no sistema prisional: uma em 2017, por furto, e outra em 2018, por homicídio qualificado.

O crime

A avó da vítima esteve no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e contou que a adolescente morava em Vila Velha. No sábado, ela estava na casa de familiares quando o suspeito foi até o local e, sob fortes ameaças, levou a menina para uma residência em Vila Prudêncio, onde mora o tio dela. Segundo a avó, o casal tinha o hábito de frequentar a residência.

Vizinhos contaram que não ouviram discussão antes do crime, apenas o barulho de um tiro. Quando viu que Raíssa havia sido baleada, o tio saiu gritando e pedindo ajuda. A polícia foi acionada, mas quando chegou até o local, a adolescente já estava sem vida.

O suspeito de efetuar os disparos fugiu e ainda não foi encontrado. A arma utilizada foi deixada no local e apreendida pela polícia. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e até o momento, nenhum suspeito do crime foi detido.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, somente após a autoridade policial que estará à frente das investigações formar sua convicção, pautada na análise dos elementos coletados no inquérito policial, que se poderá afirmar a presença de uma qualificadora, inclusive a do feminicídio.

FV