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Camila Valadão denuncia vereador de Vitória por agressão verbal e machismo


A vereadora de Vitória, Camila Valadão (Psol), entrou com uma representação na Corregedoria-Geral da Câmara Municipal contra o vereador Gilvan Aguiar (Patriota), mais conhecido como Gilvan da Federal. A parlamentar alegou prática de "atos incompatíveis com a ética e decoro parlamentar". O mandato da vereadora sugere como penalidades uma advertência verbal e a suspensão das prerrogativas parlamentares de Gilvan.

No documento, Camila Valadão aponta que, desde que tomou posse no Legislativo municipal, em janeiro deste ano, se tornou alvo de agressões verbais e comentários machistas por parte de Gilvan, vereador bolsonarista de perfil conservador.

Um dos episódios polêmicos e que ganhou repercussão nacional ocorreu no Dia da Mulher, quando Camila Valadão presidia a sessão ao lado da Karla Coser (PT). Logo no início dos trabalhos, o vereador reclamou da roupa da vereadora. “Creio que os vereadores aqui tem que estar com traje formal, e na minha opinião a vereadora não está com traje formal para a sessão”, disse Gilvan se referindo à blusa da parlamentar. Ainda acrescentou: “quem quer respeito, se dá ao respeito”.

Além de falar da roupa, o vereador ainda criticou um adesivo usado por Camila, que trazia a mensagem “Fora Bolsonaro”. Ele afirmou que a manifestação política feria o regimento. Porém, Gilvan usava uma máscara em saudação ao presidente Bolsonaro.

Outro momento citado por Camila na representação contra o vereador ocorreu no dia 14 de abril. Na ocasião, estava em pauta a proposta do Executivo sobre as regras de transição para a aposentadoria. "Ao receber a palavra, (...) a representante inicia sua manifestação, citando o vereador Gilvan Aguiar, que a interrompeu de forma abrupta e aos gritos afirmou: Camila você não tem moral pra dizer alguma coisa. Você é do PSOL. Você não tem moral. Não tem moral. Não cita meu nome, não. Não cita meu nome. Você não tem moral, você é do PSOL, não tem moral para falar meu nome não".

Em solidariedade, a vereadora Karla Coser interveio pedindo respeito. Porém, os ânimos do parlamentar só se acalmaram após o presidente da Câmara, vereador Davi Esmael (PSD), ameaçar o encerramento da sessão caso a fala da vereadora não fosse respeitada.

Corregedoria-Geral

A Corregedoria-Geral da Câmara Municipal de Vitória foi criada nesta terça-feira (27), e conta com a participação de cinco parlamentares que foram sorteados pelo presidente da Casa e confirmados pelos vereadores em votação no Plenário. Anderson Goggi (PTB) está como corregedor-geral e os vereadores André Brandino (PSC), Maurício Leite (Cidadania), Camila Valadão e Duda Brasil (PSL) compõem a corregedoria enquanto membros.

O órgão é responsável por julgar processos de vereadores contra vereadores. Por ser denunciante no primeiro caso enviado à Corregedoria, Valadão não vai participar da apreciação da denúncia.

A denúncia foi feita e protocolada no sistema. Antes de ser encaminhada para a Corregedoria passa pelo presidente da Casa, Davi Esmael (PSD).

O que diz o vereador Gilvan

É prática corriqueira e conhecida dos militantes de esquerda que diante das aberrações ideológicas por eles defendidas e falta de argumentos, partem para o vitimismo e construção de narrativas delirantes e infundadas. Esse vereador muitíssimo antes de conhecê-las no ambiente parlamentar municipal sempre defendeu as pautas da direita de nós conservadores contra a doutrinação e libertinagem comunosocialista, contra o aborto, drogas, ideologia de gênero e subversão de valores. Não se trata de nada pessoal como tenta fazer crer, não só a colega do PSOL, mas também sua aliada do PT se vitimizando a cada embate de ideias. Não as conhecia e por consequência não tenho qualquer motivo para nutrir admiração ou desprezo.


FV