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Já pensou em ter uma ilha própria? Casas flutuantes são opção possível


Qual o primeiro bem que você compraria se fosse bilionário? A tendência entre artistas e grandes empresários é a compra de ilhas privativas. Em busca de um lugar exclusivo para escapar de suas vidas agitadas, pessoas com muito dinheiro adquirem pedaços de terra no meio do mar e constrõem seus próprios paraísos.

Contudo, a ideia de morar de frente para o mar já ficou batida. O mercado de luxo foi além e agora as casas e ilhas flutuantes são o novo sonho de consumo da classe mais abonada. Com design contemporâneo e conforto de sobra, as "ilhas" sobre água são uma realidade. Autônomas e autossustentáveis, elas oferecem uma experiência comparada a de ter uma terra particular, mas que pode ser atracada em qualquer parte do mundo.

As casas são equipadas com dessalinizadores de água salgada, geradores de energia solar e sistema biodigestor de esgoto e resíduos (Foto: Oceanis / Divulgação)

Durante o Virtual Bombarco Show, maior feira on-line de barcos do Brasil, que aconteceu de 16 a 19 de abril, visitantes puderam conhecer as houseboats da Oceanis, uma empresa de São Paulo que está produzindo casas flutuantes com a mesma média de preço do que um imóvel na cidade.

Com valores a partir de R$ 360 mil, o modelo de entrada tem 34 m² e é composto por quarto, cozinha, sala, varanda e solarium. A preservação ambiental é uma preocupação em todas as fases do projeto e por isso elas são construídas quase totalmente com madeira de reflorestamento e equipadas com dessalinizadores de água do mar, geradores de energia solar e sistema biodigestor de esgoto e resíduos.

Para enquadrar-se em requisitos de sustentabilidade, a ilha possui 160 m² de painéis solares no telhado e geradores eólicos que podem produzir de 28 a 30 kwh de energia – o consumo médio diário de uma família (Foto: Orsos / Divulgação)

Fora do Brasil, possuir uma ilha flutuante é um pouco menos acessível. Projetada por uma empresa austríaca, a Osros possui mais de três andares e 1.000 m² e seis luxuosos quartos, com espaço para 12 residentes e quatro funcionários. Uma das suítes é equipada com karaokê de última geração. A residência também acompanha todas as comodidades exigidas pelos milionários: salão de jogos submerso, jacuzzi, churrasqueira, espreguiçadeiras, minibar, sala de jantar e um aquário, tudo movido à energia solar. A casa flutuante pode ser adquirida por US$ 6,5 milhões (aproximadamente, R$ 35 milhões).

No convés principal, entre as palmeiras e as árvores tropicais, uma cabana privativa oferece espaço de relaxamento (Foto: Yacht Island Design / Divulgação)

Localizada na Inglaterra, a agência Yacht Island Design Ldt constrói palácios flutuantes, que se parecem com ilhas tropicais. Inspirado no Caribe, no Oceano Índico e na Polinésia, o iate de 90 m de comprimento possui um vulcão que cospe água, caindo como uma cachoeira e formando uma lagoa. Escondida atrás da cascata, sob o vulcão, fica a suíte do proprietário, que foi distribuída em dois níveis. O barco ainda possui cinema, biblioteca, academia, spa, lounge e mais quatro suítes.

Um pedaço da Road Grand Prix foi reproduzido (Foto: Yacht Island Design / Divulgação)

A mesma agência também criou um iate que reproduz o principado de Mônaco reinterpretado em uma ilha flutuante de 155 m de comprimento e estrutura de alumínio. O barco pode abrigar 70 tripulantes e 16 passageiros e está dividido em quatro grandes espaços: a rua de Mônaco, a Praça do Cassino, o Oásis e o Grande Átrio, que representam locais e paisagens famosas do pequeno território da Europa. A menor suíte do complexo possui 135 m², a maior tem 356 m².

Haverá também uso intenso de energia renovável, como a solar e eólica (Foto: MCM Design Studio / Divulgação)

Um escritório de arquitetura suíço, o MCM Designstudio, criou o Island(E)Motion, um super barco, que mais parece uma ilha com paisagem tropical do que um iate. A casa flutuante foi projetada para ser uma embarcação verde, que integra as áreas internas e externas. A ideia era fazer com que os passageiros se sentissem em um jardim relaxante, mas também controlar a temperatura dentro da cabine e filtrar a água da chuva, o que reduz os custos de operação e o impacto ambiental.


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