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Pastor e amante são presos por envolvimento na morte da esposa dele

Três envolvidos no assassinato da esposa de um religioso, em Itajaí, em Santa Catarina, no início deste mês, foram presos nesta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, no Recife, as equipes capturaram Shirlene da Silva Santos, amante do marido da vítima, e o genro dela, Lucas Fernandes. O pastor Joedison Santos foi preso na cidade onde aconteceu o homicídio.

O assassinato de Mariane Mariane Kelly Souza, de 35 anos, teve grande repercussão no Litoral Norte de Santa Catarina.

A vítima desapareceu no dia 8 de abril e foi achada morta no dia seguinte, dentro de um rio, na cidade de Navegantes, com as mãos amarradas e marcas de dezenas de facadas


No Recife, a operação foi realizada pela polícia pernambucana, em parceria com a polícia de Santa Catarina e informações do serviço de inteligência do sistema penitenciário. Os mandados foram expedidos pela Justiça daquele estado do Sul do país.

De acordo com o delegado Cláudio Castro, que comandou a ação na capital pernambucana, a mulher e o genro dela confessaram a participação no assassinato.

Em entrevista, por telefone, Castro informou que Shirlene foi presa em uma igreja evangélica localizada no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, onde estava escondida. Lucas, que é marido da filha dela, foi encontrado na mesma região da cidade.

“Hoje de manhã, também conseguimos localizar [identificar] uma terceira pessoa envolvida no crime. É um adolescente de 17 anos, sobrinho dela. Encontramos familiares dele no Recife e estamos fazendo buscas. O pastor foi preso em Santa Catarina, também em uma igreja evangélica”, disse.

De acordo com o delegado, a mulher seguiu para a Colônia Penal Feminina, no Engenho do Meio, na Zona Oeste do Recife. Já o genro está no Centro de Observação Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana.

Cláudio castro informou, ainda, que os dois foram ouvidos e todo o material relacionado ao caso será repassado para a polícia de Santa Catarina.

“Nosso colega do outro estado deverá enquadrá-los por vários crimes. Temos um feminicídio, já que o marido dela, o pastor, está envolvido, e outras agravantes, já que os criminosos não deixaram a vítima se defender e fizeram uso de meio cruel”, afirmou Castro.

Trama

Na entrevista, Cláudio Castro relatou detalhes da investigação do assassinato da mulher do pastor. Segundo o policial pernambucano, a trama teve início, de fato, 30 dias antes do crime ser praticado.

O delegado disse, por exemplo, que Shirlene e o pastor mantinham uma relação extraconjugal há alguns anos. “Ela era casada e foi morar com o marido em um imóvel duplex, onde o pastor já vivia com Mariane Kelly”, disse Castro.

Ainda de acordo com o delegado, todos os dias, o pastor buscava a mulher no trabalho, em uma cafeteria em supermercado de Itajaí. No dia do crime, no entanto, quem passou para pegar a vítima foi Shirlene.

“A gente não sabe qual história foi contada para ela, mas a vítima aceitou e entrou no carro. Estavam também Lucas e o adolescente, que é do Recife e passou a morar em Santa Catarina para fugir depois de praticar um crime. Ele foi com a mãe dele para morar na casa da tia”, afirmou Castro.

No carro, um dos homens, que estavam no banco de trás, tentou usar uma substância para dissolver tintas para adormecer a vítima.

“Ela foi levada para o banco de trás, onde foi esfaqueada várias vezes. Os colegas de Santa Catarina informaram que foram 27 facadas”, disse o delegado da Polícia Civil de Pernambuco.

Logo depois do crime, informou Castro, a mulher decidiu deixar Santa Catarina e veio morar no Recife. “O genro veio com a filha dela e o adolescente, que é sobrinho, voltou para cá com a mãe’, acrescentou.

Motivo

A Polícia Civil de Santa Catarina explicou, em texto postado no site da corporação, nesta quinta, que estão presos o marido da vítima, suspeito de planejar e coordenar o crime, a amante dele, que executou o crime, e o genro dela, que a auxiliou na execução.

Ainda de acordo com a Polícia de Santa Catarina, as investigações concluíram que o crime foi praticado para que o casal ficasse com a casa e o patrimônio da vítima, "para que, assim, eles pudessem viver juntos usufruindo seus bens".

Os outros dois envolvidos, disse a polícia daquele estado, receberam a promessa de pagamento de R$ 2.500 para cada, para participar do assassinato.


G1