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Com abraço e beijo: Reino Unido faz festa para 3 mil sem máscara como teste


Após mais de um ano de espera, foliões no Reino Unido retornaram nesta sexta (30) à pista de dança em um evento piloto de segurança em meio à pandemia. Cerca de 6 mil pessoas são esperadas ao todo na festa First Dance, que vai durar duas noites na boate Circus, em Liverpool.

Durante o evento, os foliões puderam se aglomerar sem distanciamento e sem uso de máscaras. Muitos foram vistos se beijando e se abraçando, enquanto outros eram carregados nos ombros de amigos para olhar o palco. Ele só precisavam apresentar o teste negativo para Covid-19 antes de entrar.


A festa faz parte o Programa Nacional de Pesquisa de Eventos para ver como as instalações podem ser reabertas com segurança. O mesmo esquema permitiu que 8 mil torcedores assistissem à final da Copa da Inglaterra entre Manchester City e Tottenham, no estádio de Wembley, no último fim de semana.

À rede britânica Sky News, jovens presentes no evento descreveram a atmosfera como "incrível" e "surreal". Um deles afirmou que se sentia "como uma criança na véspera de Natal", enquanto outro participante disse que era "muito estranho estar de volta ao redor de tantas pessoas e sem máscaras".

A música começou a tocar por volta das 14h no horário local, com foliões eufóricos correndo pelos portões. Entre as atrações estavam Fatboy Slim, Jayda G e DJ Yousef Zahar, que também é co-proprietário do Circus Liverpool. Os organizadores ressaltaram que o evento não representa risco para a saúde pública.

Especialistas estão monitorando como o evento como parte do programa para identificar como grandes eventos podem ser retomados com segurança. Os pesquisadores vão analisar se algum possível caso de Covid-19 está vinculado à festa e avaliar a qualidade do ar e a movimentação de foliões durante a noite.


O Reino Unido é uma das nações mais avançadas do mundo em seu programa de vacinação. Mais de 50% da população já recebeu ao menos uma dose contra a Covid-19. O enclave britânico Gibraltar imunizou completamente mais de 95% de seus habitantes e se tornou um "oásis" na Europa, onde as pessoas circulam nas ruas sem máscara e já frequentam normalmente eventos e restaurantes.


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