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Incerteza para 2ª dose fez Seleção desistir de vacina da Conmebol

Rodrigo Caio e outros jogadores da Seleção lavam as mãos em chegada ao Paraguai — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

A seleção brasileira voltou do Paraguai com mais três pontos nas Eliminatórias da Copa do Mundo, mas sem a primeira dose da vacina contra Covid-19, como era previsto.

A imunização não é obrigatória para a participação das seleções na Copa América, mas a CBF planejava vacinar os jogadores e funcionários que desejassem com os imunizantes oferecidos pela Conmebol. Isso aconteceria na sede da entidade sul-americana.

Porém, a incerteza sobre a recepção da segunda dose no Brasil fez com que a entidade desistisse.

No domingo, após uma reunião com membros do Ministério da Saúde, a CBF tinha a expectativa de receber autorização oficial para importar as doses da Sinovac disponibilizadas pela Conmebol.

Rodrigo Lasmar, médico da Seleção, explicou que a CBF esperou até o último momento - nessa terça-feira -, na esperança de ter o aval - através de portaria do Ministério da Saúde - para receber a segunda dose no Brasil, mas isso não ocorreu.

As vacinas da Sinovac precisam ser aplicados com um intervalo de até 28 dias. Com medo de não conseguir oferecer a imunização completa, a opção da CBF foi não arriscar. Até porque muitos atletas podem voltar para seus países na Europa e poderia haver conflito de marcas de vacinas.

A lei vigente no Brasil determina que todas as vacinas que entrem no País sejam destinadas ao Sistema Único de Saúde.

Durante semanas, a CBF confiava que, a exemplo do que aconteceu com os atletas que irão disputar a Olimpíada de Tóquio, os participantes da Copa América entrassem no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI) e houvesse autorização para a importação das vacinas.

Vale ressaltar que a segunda dose aos membros da Seleção também seria com os imunizantes recebidos pela Conmebol, sem interferir na vacinação do restante da população.

O Brasil estreia na Copa América contra a Venezuela, domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.


Globo Esporte