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Câncer silencioso atinge os ossos de crianças e adolescentes. Saiba os sintomas!


Um tipo de câncer silencioso, que não pode ser prevenido e atinge principalmente as crianças e adolescentes de 10 a 19 anos: o tumor ósseo. De acordo com especialistas, estar atento aos sintomas é importante para um diagnóstico precoce que permita um tratamento mais eficaz da doença.

O médico radioterapeuta Guilherme Rebello, explica que o câncer ósseo pode ocorrer de duas formas: primária, quando o tumor surge diretamente no osso; e secundária, quando a lesão advém de metástase.

Os tumores que nascem nos ossos costumam ocorrer com maior incidência em crianças e adolescentes, e os locais mais comuns são os ossos ao redor do joelho, úmero (braço) e bacia.

Já pacientes mais idosos são acometidos, na maioria dos casos, por tumor ósseo que teve origem em outro lugar (metástase) que, geralmente, é na coluna.

Por ano, 2.700 casos são registrados

Dados da Sociedade Brasileira de Cancerologia apontam que o tumor ósseo representa 2% das patologias oncológicas no Brasil, com uma incidência de 2.700 casos novos por ano.

Os principais tipos são os osteossarcomas, que atingem ossos dos braços, pernas e pelve; os sarcomas de Ewing, que se desenvolvem na região pélvica, parede torácica e ossos das pernas ou braços; e os condrossarcomas, que são tumores que crescem nas células que formam a cartilagem.
“Existem alguns subtipos de tumores ósseos, dependendo da sua origem, podendo surgir em osso, cartilagem e tecido neuroectodérmico (precursor). O mais frequente dentre eles é o osteossarcoma”, destaca o médico.

Diagnóstico precoce é fundamental

Segundo Guilherme Rebello, não há como prevenir este tipo de tumor. “Infelizmente, não existem estratégias de prevenção ou exames de rastreio. Caso haja sintomas suspeitos, deve-se procurar um especialista”, orienta.

É por isso que estar atento aos sintomas é fundamental. Veja abaixo os principais:

- Dores;

- Aumento ou inchaço da área afetada;

- Fratura patológica (causadas em decorrência do tumor);

- Problemas de mobilidade;

O diagnóstico é feito através de exames clínico e de imagem, além de biópsia. Tomografia, ressonância magnética ou cintilografia óssea também podem ser solicitados para uma investigação complementar.

O pilar do tratamento do tumor ósseo é a cirurgia, sendo a radioterapia ou quimioterapia reservada para casos de tumores de difícil extração ou para cuidado paliativo de metástase.

“Em lesões impossíveis de serem extraídas, a radioterapia pode levar à redução do volume tumoral, na tentativa de um melhor controle da doença. Já em quadro de metástase, é utilizada para alívio sintomático, geralmente devido às dores intensas”, explica o médico.

R7