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Suspeito de matar ex-companheira em Santa Teresa se apresenta à polícia, mas é liberado. Entenda o porquê


O homem suspeito de matar sua ex-companheira, Clementina Jastrow, de 49 anos, se apresentou à polícia acompanhado por advogado e foi liberado. O crime aconteceu no domingo (18), em Alto Santo Antônio, interior do município, e Jovair Tassinari, de 42 anos, não havia se apresentado ainda.

Segundo a polícia, ele entregou a arma de fogo usada no crime e confessou o homicídio, mas por não estar em situação de flagrante, não foi encarcerado. Uma testemunha relatou à Polícia Militar que Clementina estava no quintal da casa da sogra, quando o suspeito, armado, chegou e efetuou um disparo. A vítima, ferida, tentou correr, mas não conseguiu ir muito longe. O motivo da morte teria sido por causa do pagamento de pensão alimentícia no valor de R$ 8 mil. A Polícia Civil afirmou que o caso é tratado como feminicídio.

Mas porque, mesmo diante desse crime, o homem não ficou preso? A advogada Layla Freitas explica que o suspeito estava fora do flagrante. “A não existência de um processo criminal anterior é um requisito relativo a um risco à sociedade ou eventualmente a uma outra vítima também faz parte da própria análise feita pela delegacia, assim como também o fato dele ter entregado a arma. Isso também é importante”.

A advogada disse também que mesmo o suspeito sendo liberado, com o andamento das investigações, ele pode ser preso. “Ele ser liberado em sede de delegacia não significa que o caso não vai ser investigado, analisado e eventualmente se tornar um processo criminal. Como ele já é um réu confesso, com certeza se torna um processo criminal. Vai se passar por toda a fase de defesa. Vindo a condenação, ele vai ser enviado para uma unidade prisional mais próxima”.

Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública mostram que nos seis primeiros meses deste ano foram registrados 19 casos de feminicídio. Já no ano passado, nesse mesmo período, foram 14 ocorrências.

ES Fala