Casagrande lamenta morte do ex-prefeito de Boa Esperança e decreta luto de 03 dias


Seu Amaro Covre governou Boa Esperança durante cinco mandatos, sendo os primeiros mandatos, durante a ditadura militar no Brasil. 

O Governador Renato Casagrande manifestou nesta sexta-feira (13), em suas redes sociais, pesar pela morte do ex-prefeito de Boa Esperança, Amaro Covre e anunciou luto oficial de 03 dias no Espírito Santo.

Seu Amaro, como era conhecido, comandou o município por 05 mandatos. Ele faleceu na manhã de ontem, sexta-feira, aos 84 anos por complicações de problemas cardíacos.

Perdemos Amaro Covre. Conheci Amaro há muitos anos através de sua experiência como prefeito de Boa Esperança. Ali conduziu uma experiência exitosa na agricultura familiar que contribuiu para o desenvolvimento regional. Solidariedade à família/amigos. Decretamos luto de três dias.

Mandatos Prefeito Amaro Covre 

1971-1972
Amaro Covre foi o segundo prefeito do munícipio, que assumiu ainda se recuperando do impacto sofrido pela erradicação do café, tanto que o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) sugere ao então governador Arthur Carlos Gerhardt Santos, que Boa Esperança voltasse a ser distrito de São Mateus pela falta de viabilidade econômica que assolava o município desde a sua criação.
Por essa razão, Amaro decidiu implantar a denominada administração comunitária, dando prioridade ao meio rural, com o objetivo de reduzir o deslocamento das famílias para a cidade. O município foi dividido em regiões administrativas que informavam os problemas e sugeriam soluções para cada uma delas ao Conselho Municipal de Desenvolvimento e as decisões eram tomadas juntamente com a Câmara de Vereadores. Dessa forma, o governador Gerhardt não acatou o pedido do TCES.
Ainda nesta gestão, foi fundado o Hospital Maternidade Cristo Rei e a Escola Técnica do Comércio, que oferecia cursos técnicos em Magistério e Contabilidade à população. Há ainda a construção do viveiro municipal, que passou a oferecer mudas de café e seringueira gratuitamente aos produtores rurais e empregar 120 crianças de 10 a 15 anos que recebiam meio salário mínimo pelo trabalho de ensacamento das mudas em horário contrário ao escolar.

1977-1982
Amaro Covre volta à prefeitura e retoma o projeto comunitário, incluindo construção de casas populares através de mutirão da população que trabalhava ajudando os pedreiros contratados pela Prefeitura. Nessa época foram construídas as casas do bairro Vila Tavares. Nessa gestão, o posto do Banestes se torna agência e há a implantação da agência do Banco do Brasil, a Escola Técnica de Comércio é transformada pelo Governo do Estado em Escola de 1º e 2º Graus Antônio dos Santos Neves, houve a instalação dos postos telefônicos em São José do Sobradinho e Santo Antônio do Pousalegre, que começavam a crescer com o cultivo do café solidificado no município.
De 1975 a 1980, o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que a produção de café no município cresceu mais de 400%. Boa Esperança passou por boas mudanças nesse período.

1989-1992
Amaro Covre, após passar cinco anos como presidente da Albesa, retorna à Prefeitura em seu terceiro mandato. Nos anos 90 começa a modernização da agricultura e a redução da necessidade de mão de obra, provocando um grande êxodo rural. Para tentar manter a população em suas propriedades, foi encampado o mesmo projeto de mutirão realizado em Vila Tavares para construção de casas populares também na zona rural. Mesmo assim, a população rural de Boa Esperança, que em 1991 tinha 7.911 habitantes, segundo dados do IBGE, cai para 4.399 habitantes até 1996, quando o município já estava sob a gestão de Joacyr Antônio Furlan (1993-1996)

2001-2004 – 2005-2008 
Amaro Covre volta à gestão do município em 2001 para mais dois mandatos, até 2008, completando cinco desde 1971. Nesse período foi inserida a diversificação da agricultura, com o objetivo de oferecer aos produtores outras culturas que pudessem contribuir na renda familiar durante o ano inteiro.
O prefeito que administrou mais vezes na história, também ficou conhecido como João de Barro, por ser também o que mais construiu casas populares no sistema de mutirão, em que o proprietário da casa ajuda na construção com o pedreiro contratado pela Prefeitura.

Por Noroeste News / Com informações do Portal GN1


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