FORÇAS ARMADAS: Comandante do Exército diz que militares têm compromisso com ‘estabilidade’


Na cerimônia do Dia do Soldado, o presidente Jair Bolsonaro preferiu não discursar, embora houvesse expectativa sobre uma possível fala do chefe do Executivo

General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira durante discursou na Cerimônia de Comemoração ao dia do Soldado, 25 de agosto - Imagem TV Brasil

O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, afirmou, nesta quarta-feira (25), que os militares têm compromisso com a tranquilidade e estabilidade do Brasil. A declaração foi feita em Brasília, na cerimônia de comemoração do Dia do Soldado.
Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o militar afirmou ainda que as Forças Armadas estão comprometidas com os valores “mais nobres da pátria”. Houve um desfile militar para a apresentação das tropas ao presidente da República.

"O momento desta justa homenagem aos soldados, que muito contribuíram e contribuem para a unidade e a grandeza do Brasil, nos motiva a reafirmar o compromisso com os valores mais nobres da pátria e com a sociedade brasileira em seus anseios de tranquilidade, estabilidade e desenvolvimento". (General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, comandante do Exército)


Na cerimônia, Bolsonaro preferiu não discursar, embora houvesse expectativa sobre uma possível fala do chefe do Executivo.

A celebração do Dia do Soldado ocorre em um momento de tensão entre os Poderes devido às falas de Bolsonaro sobre uma possível atuação contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após decisões contrárias ao presidente.

Pedido de impeachment do ministro do STF
Na última sexta-feira (20), Bolsonaro apresentou um pedido de impeachment no Senado contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Na segunda-feira (23), o ex-presidente do Supremo Cezar Peluso afirmou que o pedido de impeachment não possui “nenhuma viabilidade política”. O protocolo precisa ser analisado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

No mesmo dia, o próprio presidente do Senado afirmou que não havia previsão para analisar o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

“Deve-se levar em conta os aspectos políticos do pedido de impeachment, mas sobretudo a técnica e os aspectos jurídicos. Existe uma lei que estabelece um rol taxativo do que pode ser uma situação de impeachment, e é essa avaliação que será feita pela presidência do Senado Federal, à luz do que a lei e a Constituição determinam, e é isso o que eu farei como presidente do Senado”, disse.

Na cerimônia de hoje mais cedo, além de Bolsonaro, estiveram presentes o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Fonte: CNN Brasil





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