Juiz é condenado por favorecer time em decisão sobre passe do jogador veneciano Richarlison


O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decidiu, nesta quinta-feira (26), condenar duas vezes à aposentadoria compulsória o juiz de Direito Carlos Magno Telles, da comarca de Águia Branca. 

O magistrado tem 74 anos e cinco meses de idade. Como a aposentadoria no serviço público é obrigatória aos 75 anos, ele já iria se aposentar, de qualquer forma, em breve. 

Quando a aposentadoria é aplicada como punição administrativa, como é o caso, no entanto, a remuneração não é integral e sim proporcional ao tempo de serviço. O cálculo para definir o valor que Telles vai receber como inativo deve ser feito pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM). 

No julgamento de um dos Processos Administrativos Disciplinares (PADs), foram listados 12 eventos, 12 acusações levantadas pela Corregedoria-Geral de Justiça, na época comandada pelo desembargador Samuel Meira Brasil Jr. O relator do PAD, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, concordou com algumas delas e as considerou graves. 

O primeiro evento chama a atenção. O juiz atuou, em 2017, em um processo em que o Real Noroeste, time capixaba que revelou o jogador de futebol Richarlison, pedia para receber uma quantia milionária do Fluminense em razão da venda do passe do jogador, que depois foi para um time inglês. 

Tais tratativas envolviam, de acordo com a Corregedoria, o dono do time e o juiz. O jogador Richarlison não tem participação no caso, nem é alvo do processo. 

A Gazeta


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