Ovo de 100 dias: prato de No Limite tem sabor "podre" e custa 5 reais

Reprodução/Globo
Flavia Assis comeu o ovo de 100 dias na Prova da Comida de No Limite

A temida Prova da Comida foi exibida no episódio de terça-feira (14) de No Limite e um prato chamou a atenção dos telespectadores por seu aspecto horroroso: o ovo de 100 dias, uma iguaria chinesa facilmente encontrada em restaurantes asiáticos e que tem não somente o aspecto de algo podre, como também um sabor extremamente forte.

Flavia Assis e Clécio Barbosa foram os "sortudos" que engoliram o ovo de 100 dias durante o embate entre as tribos. A massoterapeuta verbalizou no programa que o prato tinha um sabor muito forte de enxofre e quase vomitou durante a execução da prova.

Embora tenha um aspecto de algo podre, o ovo de 100 dias foi criado pelos chineses durante o período de escassez de comida. Alguns registros apontam que a técnica, criada há mais de 600 anos, foi o resultado de uma tentativa de manter o alimento conservado por um período mais longo.

Há também uma lenda de que o ovo de 100 dias (também chamado de ovo centenário, ovo milenar ou ovo preservado) foi criado durante a Dinastia Ming, na China, durante o século XIV. Na região de Hunan, um rapaz encontrou um ovo que ficou perdido em uma argamassa por dois meses. Ao provar, ele gostou do sabor e difundiu a cultura da conservação.

E para chegar à consistência que vimos na Globo os ovos são conservados em uma mistura de argila, cinzas, sal, argila e cascas de arroz. Graças a essa mistura, há estabelecimentos que mantêm os ovos por períodos mais longos, ultrapassando a barreira de um ano.

Por conta do período de armazenamento, a gema do ovo fica com uma cor esverdeada e com o sabor muito mais acentuado, sendo nítido o gosto de enxofre, que dá a sensação de que o alimento está podre. Em alguns registros, os consumidores comparam a gema a um queijo mais forte. A clara, por sua vez, fica com uma textura gelatinosa e completamente escurecida, mas quase sem nenhum sabor.

Na China, a iguaria é vendida normalmente em supermercados, avulsos ou embalados à vácuo. Mas em São Paulo, pode-se encontrar em restaurantes típicos no bairro da Liberdade, e custa a partir de R$ 5.

Fonte: iG


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