Protesto na Copa: Homem invade jogo com bandeira do arco-íris e é derrubado; VÍDEO

Espectador invade o campo de Portugal x Uruguai com bandeira LGBTQIAP+ — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach


O jogo entre Portugal e Uruguai pela segunda rodada do Grupo H foi interrompido após uma invasão no gramado. Um espectador portando uma bandeira com as cores do arco-íris, de tema LGBTQIAP+, entrou no campo aos cinco minutos do segundo tempo. Ele foi derrubado e retirado por dois seguranças do estádio Lusail.

Além da bandeira de temática LGBTQIAP+, o espectador também usava uma camisa pedindo respeito às mulheres iranianas nas costas e com a inscrição "Salve a Ucrânia" na frente.

Camisa do invasor tinha a inscrição "Salve a Ucrânia" — Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

O "penetra" é o italiano Mário Ferri, o "Falcão", famoso por invadir gramados em jogos de futebol com a camisa do Super-Homem. Ele inclusive já invadiu o campo em Copas do Mundo: em 2010, entrou no campo durante a semifinal entre Espanha e Alemanha; em 2014, invadiu as oitavas de final entre Bélgica e EUA.


Símbolos LGBTQIAP+ viraram centro de muita polêmica na Copa do Mundo do Catar, devido ao tratamento dado no país a pessoas com orientações sexuais que não sejam heterossexuais. Um dirigente catari recomendou que bandeiras com as cores do arco-íris sejam evitadas pelos visitantes durante o torneio, para que seus portadores não corram risco de agressão.

A polêmica cresceu com a proibição da Fifa ao uso da braçadeira "One Love", que tem símbolos coloridos em apoio à diversidade. Já houve relatos de espectadores da Copa de que teriam sido abordados por forças de segurança com ameaças de confisco de bandeiras e camisas com desenhos do arco-íris.

Outra polêmica envolve os protestos contra a polícia da moralidade iraniana, após a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, presa por por supostamente violar leis do Irã que exigem que as mulheres cubram os cabelos com um hijab. Muitos torcedores iranianos têm usado os jogos para protestar, e uma torcedora que vestia a camisa da seleção com o nome e idade de Amini foi abordada pelos seguranças do torneio.

A Fifa proíbe manifestações de cunho político nos jogos da Copa do Mundo. Algumas seleções encontraram formas criativas de driblar o veto: os jogadores do Irã não cantaram o hino do país na estreia, os jogadores da Alemanha taparam a boca antes da foto pré-jogo em seu jogo contra o Japão, e a Inglaterra vem ajoelhando no gramado antes de cada partida.

Nas costas da camisa, "Respeito para as mulheres iranianas" — Foto: REUTERS/Matthew Childs


Fonte: ge


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