Missionária capixaba vira enfermeira para ajudar comunidades na África: 'pontinho de areia desse grande deserto'

Irmã Creny saiu de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do ES para ajudar os mais necessitados na África. — Foto: Reprodução/TV Gazeta


Dedicar a vida para ajudar os necessitados: esse é o lema que acompanha a irmã Creny da Cruz, que, desde 1993, com 19 anos de idade, começou a percorrer o mundo em uma missão humanitária. A missionária da Igreja Católica se formou em enfermagem para atuar em regiões onde não há profissionais da saúde no continente africano.

A irmã Creny, como é conhecida, é de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A cachoeirense segue a vocação de missionária, e agora com o foco em ajudar os doentes.

"Eu agradeço a Deus por essa possibilidade, porque não sou eu que fiz, mas é Deus que me colocou lá. Sou um pontinho de areia no meio desse grande deserto", explicou a irmã.

Primeiro, a irmã se formou em técnica de enfermagem e foi morar na Itália para cuidar de idosos.

Um ano depois, o destino foi Moçambique, na África, onde ficou por 18 anos.

"Era tempo que tinha terminado a guerra, o país estava em reconstrução. Ainda faltava tudo: medicamentos, médicos...", contou a missionária.

Recentemente a irmã voltou ao Brasil focada. Ela parou um período para estudar e se formar em enfermagem.

Quase dois anos depois de formada, foi para uma missão no Chade, na África.

A irmã começou a vida de missionária com 19 anos de idade. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

" É uma outra realidade. O governo não se preocupa muito com o sistema de saúde. Ter o conhecimento me ajuda muito a tomar decisões diante dos doentes. Em certas situações, eu agradeço a deus cada dia a tudo que eu aprendi para trabalhar com as pessoas", disse a irmã.

A vida de missionária deixa a irmã longe dos parentes. A visita só acontece a cada três anos.

Para tentar diminuir a distância e a saudade, ela sempre leva na mala objetos dos lugares onde ela já esteve.

Irmã Creny já atuou como missionária na Itália e em vários países da África. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Dentre as memórias, tem um tecido utilizado por mulheres do Chade, peças talhadas de madeira de ébano de Moçambique e quadros feitos de asas de borboleta.

Para a mãe da missionária, dona Maria José da Cruz, os presentes até ajudam, mas a saudade aperta.

"Ela vem, ela vai embora e eu fico assim até meio adoentada. Mas eu agradeço a Deus o que ele fez, porque o egoísmo é meu, é o egoísmo que eu tenho. O que Deus faz é diferente daquilo que eu penso. Eu fico feliz, porque nós temos que levar para quem muito precisa", disse a mãe.

As irmãs missionárias também fazem doações de comidas, roupas, ajudam na infraestrutura do local, como a construção de poços de água.

A irmã Creny viajou ainda no início de janeiro para a África para seguir sua vocação como missionária.

A missionária voltou para o Brasil para se formar em enfermagem e segue viagem para a África. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Fonte: G1


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