Suspeitos de chacina aparecem juntos em festa; VÍDEO

Conforme o Correio revelou em primeiro mão, Carlomam pertence à maior organização criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) - (crédito: Redes sociais)

Um vídeo colhido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pode ser crucial para ajudar a montar o quebra-cabeça sobre a chacina familiar que abalou todo o país e entender a ligação entre os suspeitos. A filmagem foi publicada há pouco mais de um ano e seis meses, no Instagram, por Carlomam dos Santos, 26 anos, considerado foragido. No storie, Carlomam aparece na companhia de Fabrício Silva Canhedo, 34, preso por envolvimento no desaparecimento e nos assassinatos da cabeleireira Elizamar da Silva, 37, dos filhos Gabriel, 7, e os gêmeos Rafael e Rafaela, 6, e de Marcos Antônio Lopes, 54.

Conforme o Correio revelou em primeira mão, Carlomam pertence à maior organização criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), e acumula antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, roubo e receptação qualificada. O vídeo postado pelo criminoso no Instagram mostra ele e Fabrício em uma festa, aparentemente numa casa com piscina. Os dois dançam e cantam enquanto gravam. A filmagem deixa claro que os dois se conheciam ao menos por dois anos.

Em outros vídeos postados na rede social, Carlomam faz questão de aparecer com um tablete de maconha nas mãos e, em outro registro, com um cigarro da mesma droga. A polícia chegou à identidade de Carlomam após as impressões digitais dele terem sido encontradas no cativeiro onde Renata Juliene Belchior, 52, Gabriela Belchior, 25, Cláudia Regina Marques de Oliveira e Ana Beatriz Marques de Oliveira (esposa, ex-mulher e as duas filhas de Marcos) foram mantidas em cárcere privado. A residência fica localizada no Vale do Sol, em Planaltina, e pertencia a Horácio Carlos, 49, também preso.

Peritos papiloscopistas também identificaram digitais de Carlomam no carro que pertence a Gideon Batista, o outro criminoso capturado. O veículo, um Renault Scenic, foi o mesmo flagrado por câmeras de segurança em um posto de combustível do Paranoá momentos antes do carro de Elizamar ter sido encontrado carbonizado e com os quatro corpos dentro, em Cristalina de Goiás.


Cárcere

Renata, Gabriela, Cláudia e Ana Beatriz ficaram ao menos 10 dias mantidas em cárcere na casa alugada por Inácio, segundo apontaram as investigações. De acordo com a apuração policial, os criminosos se passavam pelas vítimas e trocavam mensagens com familiares para evitar desconfiança.

Na segunda-feira (16/1), o corpo de Marcos foi encontrado enterrado no quintal do cativeiro. O cadáver estava em uma cova rasa de 50cm de profundidade, sem os braços e degolado. A localização do corpo foi ponto crucial nas investigações e descartou a primeira hipótese, de que Marcos e o filho, Thiago Belchior, 30, teriam se associado e orquestrado o sequestro e assassinatos de toda a família.

Fonte: Correio Braziliense 


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