Escola de Cariacica entra na disputa narrando a história do riso da Idade Média aos dias atuais
A Independente de Boa Vista entrou no Sambão do Povo às 02h38 deste domingo (12) mirando o título do Carnaval capixaba com enredo falando do riso e da comédia. Cumpriu o desfile em 60 minutos, respeitando o prazo máximo permitido (62 minutos). O samba teve, entre seus compositores, a participação especial do comediante carioca Marcelo Adnet.
Neste Carnaval de 2023, a escola de Cariacica quis contagiar os foliões com muita alegria com o enredo "Humor tanto riso oh quanta alegria... No tom da canção a Boa Vista contagia!". Nele, a agremiação traçou a história do riso e do humor da Idade Média aos dias atuais.
E conseguiu. Como todos os sambas da escola de Itaquari, o refrão grudou na cabeça e empolgou. O público nas arquibancadas cantou durante todo o tempo o "Abraça e me beija, cheguei pra fazer a galera sorrir...". E com direito a coreografia, com a mão em punho para o céu na hora o verso de destaque: "Sorrir é resistir"

O desfile teve alegorias luxuosas e fantasias vistosas. Os carros alegóricos impressionavam pelo tamanho e pelo acabamento. O primeiro carro, que homenageava nomes históricos do humor brasileiro, como Chico Anysio e Dercy Gonçalves já disse a que veio: a Boa Vista entrou com fome de título, que não vê desde 2020.
Ao longo do cortejo, as 18 alas faziam referência às várias facetas do humor: houve homenagem aos Trapalhões, a Jô Soares, Paulo Gustavo com a personagem dona Hermínia.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira chamou a atenção pela beleza e lirismo encarnando Jesus Cristo e Nossa Senhora, com os figurinos do filme "O Auto da Compadecida".
A Boa Vista também fez a sua crítica ao colocar piadas sem graça presentes na vida nacional como a politicagem e a cartolagem no futebol, que manipula resultados.
Mas, o tom, em geral, foi de celebração à alegria. O último carro trouxe comediantes capixabas como Rossini Macedo, intérprete de Tonho dos Couros, e a galera jovem do stand up comedy, como Haeckel Ferreira. O carro era uma releitura do programa humorístico "A Praça é Nossa".
Fechando o desfile, a simpática ala dos garis sorridentes arrancou mais aplausos e aprovação do público.
Com informações da Folha Vitória


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