Profissional explica que decisão foi baseada em princípios éticos e na defesa da cultura e da identidade gastronômica local.
Em entrevista ao programa Novo Dia, o chef paraense Saulo Jennings explicou os motivos que o levaram a recusar preparar um prato para o Príncipe William.
Ele disse que a recusa está ligada a princípios éticos e culturais, segundo ele, o debate em torno da culinária precisa ir além da mera “dicotomia” de aceitar ou recusar, e envolver respeito às tradições locais, à forma de produção de alimentos e à identidade regional.
Ribeiro afirmou que, embora reconheça a visibilidade que o momento representava, não abriu mão dos valores que guiam seu trabalho. Ele ressaltou a importância de que sejam considerados o origem, o ingrediente, a mão de obra e a cadeia produtiva, não apenas o ato de preparo em si.
O chef finalizou observando que sua posição também era uma mensagem sobre autonomia e valorização da cultura paraense — expressando que servir ao príncipe sob condições que não estariam em consonância com seus valores poderia comprometer aquilo que ele defende no seu ofício.
Saulo afirmou que não se sentiria ‘confortável’ em preparar um cardápio sem os peixes amazônicos.


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