Um professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), lotado no campus de Marília, foi desligado por justa causa depois que centenas de denúncias de assédio foram apresentadas por alunos.
O docente em questão, Rafael Salatini de Almeida, lecionava no Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Faculdade de Filosofia e Ciências.
Em maio de 2024, o Centro Acadêmico de Relações Internacionais “Sérgio Vieira de Mello” encaminhou à Ouvidoria da universidade uma carta com 44 alunos relatando assédio, segundo a Unesp. Essas denúncias incluíam falas de teor sexual, humilhações, comentários misóginos e racistas.
De acordo com os relatos, o professor fazia comparações ofensivas com os namorados das alunas, dirigia-se a elas de forma inadequada (“senhorinha”, por exemplo) e usava parte das aulas para “ensinar” sobre sexo ou expressar ideias de forma constrangedora. Em um episódio específico, disse que mostraria “como dar prazer a uma mulher” a uma aluna.
Após a abertura de um processo administrativo disciplinar, a Unesp concluiu que houve “procedimento irregular de natureza grave”, além de “ato de improbidade e conduta moralmente questionável”. A demissão foi oficializada em portaria no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 12 de novembro de 2025.
Estudantes celebraram a decisão: o Centro Acadêmico afirmou que esse era “o ponto máximo” da luta que se estendia desde o ano anterior.
A defesa de Rafael Salatini, segundo as reportagens, ainda não se manifestou sobre o caso.


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