Especialistas alertam: sem planejamento, mesmo uma vida longa pode levar ao esgotamento dos recursos na terceira idade
Bancar filhos e netos de forma a comprometer o próprio orçamento está entre os maiores erros que fazem aposentados ficarem sem dinheiro antes do tempo. (Imagem: Adobe Stock)
Com a expectativa de vida cada vez maior, viver bem na velhice virou um objetivo de muitos, mas também um desafio para os bolsos. O atual sistema previdenciário enfrenta pressões e, nesse cenário, a tranquilidade financeira depende muito mais de planejamento individual do que jamais foi.
Especialistas destacam quatro erros comuns que têm levado aposentados a ficarem sem dinheiro antes do tempo. Aqui estão eles, e como evitá-los:
1. Empréstimos e consignados: a armadilha do crédito fácil
Muitos aposentados acabam comprometendo parcela significativa da renda mensal com empréstimos consignados, alguns chegam a comprometer mais da metade do benefício. Esse uso excessivo de crédito para ajudar familiares ou quitar dívidas antigas instala um ciclo de endividamento difícil de interromper.
Planejadores financeiros afirmam que, nessa fase da vida, empréstimo só deve entrar em casos emergenciais, por exemplo, gastos médicos inesperados.
2. Confiar somente no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): risco alto
Depender exclusivamente da aposentadoria pública é uma aposta arriscada: o benefício médio muitas vezes não cobre todas as despesas, especialmente com inflação e aumento do custo de vida. A recomendação: começar cedo uma renda complementar, por meio de aplicações que preservem o poder de compra, como títulos atrelados à inflação.
3. Apoiar financeiramente filhos ou netos de forma indiscriminada
Ajuda pode vir do coração, mas sem controle, pode comprometer a própria aposentadoria. Muitos aposentados acabam bancando despesas alheias acima das suas possibilidades, o que corrói o orçamento e a segurança financeira. É importante definir limites e encarar que o capital que você acumulou também é seu descanso futuro, não apenas um recurso para os outros.
4. Ignorar que os gastos aumentam com a idade — principalmente saúde
É comum pensar que a aposentadoria será apenas tempo de descanso, mas com o passar dos anos surgem despesas extras: planos de saúde mais caros, mais medicamentos, rotinas adaptadas. Não considerar esses custos no planejamento é um erro sério. Profissionais indicam revisar serviços, cortar gastos supérfluos e focar mais na preservação do que em ganhos altos nessa fase da vida.
Os especialistas sublinham: o maior erro não ocorre na velhice, mas muito antes, na falta de consistência, disciplina e visão de longo prazo no planejamento financeiro. Como dizia um dos entrevistados: “Os juros compostos são o maior milagre das finanças, mas só funcionam para quem começa cedo.”
Da redação com informções do Estadão


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