Ellie sobreviveu a uma embolia de líquido amniótico, passou semanas em coma e hoje compartilha sua história para alertar sobre os riscos do pós-parto
O nascimento de um filho costuma ser lembrado como um dos momentos mais felizes da vida. Para Ellie Marples, no entanto, o dia em que deu à luz seu bebê, Albie, se transformou em uma experiência extrema entre a vida e a morte.
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Ellie deu à luzs Albie, mas, horas depois, o 'parto perfeito' se transformou em uma longa jornada de recuperação da mãe — Foto: Reprodução/redes sociais
Após uma longa jornada de 22 horas de trabalho de parto, Ellie passou por uma cesariana considerada bem-sucedida. Na Inglaterra, o bebê nasceu saudável, e os primeiros momentos da maternidade começaram como o esperado. Mas, ainda na sala de recuperação, algo mudou.
Enquanto amamentava o filho pela primeira vez, Ellie contou que começou a se sentir mal. Vieram a tontura, o enjoo intenso e, em poucos minutos, um quadro grave: vômito com sangue, perda de consciência e falência de múltiplos órgãos.
Condição rara que levou à sérias complicações
Os médicos diagnosticaram sepse causada por uma embolia de líquido amniótico, uma condição raríssima, que acontece quando o líquido amniótico entra na corrente sanguínea da mãe e pode desencadear uma reação grave e rápida no organismo. A complicação está entre as principais causas de morte materna direta no mundo.
Ellie precisou passar por cirurgias de emergência, incluindo a retirada de 80% do intestino grosso. Foi colocada em coma induzido e mantida em suporte de vida. Dias depois, novos exames revelaram que a infecção também havia atingido o útero e o colo do útero, exigindo uma histerectomia total para salvar sua vida.
Ao todo, foram três semanas em coma e mais de um mês sem poder segurar o próprio filho nos braços. “Acordei me sentindo incrivelmente grata por estar viva. Os médicos disseram que tudo aconteceu porque as pessoas certas estavam no lugar certo, no momento certo", disse a mãe ao jornal.
Hoje, mais de um ano depois, Ellie está fisicamente recuperada, mas ainda elabora emocionalmente o trauma vivido no pós-parto. Mesmo assim, faz questão de compartilhar sua história como forma de conscientização.
“Depois que sobrevivi, percebi o quanto é importante falar sobre as complicações que podem acontecer, mesmo quando tudo parece estar bem”, afirma. O vínculo com Albie, que ela tanto temia não acontecer, veio com força. “Foi como se eu estivesse com ele desde o primeiro dia.”
Fonte: Revista Crescer

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