Veja quem são os trabalhadores que ficaram gravemente feridos em explosão em Vila Valério


Baianos vieram para o Espírito Santo para colheita de café; vítimas tiveram mais de 90% do corpo queimado e seguem internadas

Trabalhadores ficaram gravemente feridos e precisaram ser intubados após uma explosão em um alojamento ruralMontagem | A Gazeta

Foram identificados os quatro trabalhadores feridos em uma explosão em um alojamento no distrito de Jurama, zona rural de Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo, na última terça-feira (5). As vítimas são Milton Neves, de 48 anos; Aldino Alves Almeida, de 31; Gildeson Gama Leite, de 30; e Ilmar Gama, de 31 anos.

Todos são naturais do povoado de Curral Novo, em Barra, no Oeste da Bahia, e estavam no Estado para trabalhar na colheita da safra de café. Os quatro estavam dentro da casa no momento da explosão. A residência, localizada em uma fazenda, funciona como alojamento para trabalhadores rurais.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as vítimas sofreram queimaduras em mais de 90% do corpo, com lesões de segundo grau ou mais graves. Todos precisaram ser intubados e foram transferidos em helicópteros do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, na Grande Vitória.

Vítimas que trabalham em lavoura de café foram socorridas em alojamento rural e levadas de helicóptero para hospital na SerraMontagem | A Gazeta

Após o incêndio, a estrutura do imóvel ficou comprometida, com o telhado destruído e paredes carbonizadas.

A causa da explosão ainda é investigada. Segundo a prefeitura, a principal suspeita é de vazamento de gás. Um dos trabalhadores teria percebido o cheiro e acendido um isqueiro, provocando a explosão.

Já a administração da fazenda aponta a possibilidade de um curto-circuito em uma tomada onde um celular estava carregando. Segundo a responsável, os trabalhadores dormiam em beliches e o quarto estava fechado no momento do incidente.

O Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria no local, e o laudo deve ser concluído em até 20 dias. O Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso.

Com informações de A Gazeta



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