Chefe de facção é preso na Bahia após apreensão de R$ 300 mil com gari no ES


Operação Clean cumpriu mandados na Bahia e no Espírito Santo e bloqueou até R$ 4,2 milhões em bens dos investigados.

Operação que começou com investigação após apreensão de R$ 300 mil com gari prende chefe de facção em Itacaré — Foto: Ficco/ES

Uma investigação que começou após a apreensão de R$ 300 mil em espécie com um gari, no Espírito Santo, levou à prisão de um chefe de facção criminosa, em Itacaré, no sul da Bahia, durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira (11).

A ação mira uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro entre o Espírito Santo e a Bahia.

A Operação Clean foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES), com apoio da FICCO de Ilhéus, da Rondesp Sul, da 72ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), da Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) da Polícia Militar do Espírito Santo e da Polícia Penal.

Na Bahia, foi cumprido um mandado de prisão temporária contra um homem apontado como chefe da organização criminosa em Itacaré, além de três mandados de busca e apreensão.

O suspeito foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil em Ilhéus. Segundo as forças de segurança, os demais alvos presos durante a operação estão localizados em municípios do Espírito Santo, incluindo o gari que estava com a quantia de R$ 300 mil.

Durante o cumprimento dos mandados na Bahia, também foram apreendidos veículos e aparelhos celulares que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

De acordo com a Polícia Federal, a apuração teve início em julho de 2025, quando equipes da FICCO/ES flagraram um gari transportando R$ 300 mil em dinheiro vivo em via pública.

O valor chamou a atenção dos investigadores por ser incompatível com a renda formal do trabalhador, que não apresentou justificativa para a origem dos recursos.

A partir da apreensão, foram realizadas diligências que revelaram um esquema estruturado de tráfico de drogas, especialmente de variedades de haxixe de alto valor comercial, além de um sistema de ocultação e movimentação de recursos financeiros.

Conforme a investigação, a organização possuía divisão de funções entre núcleos financeiro, logístico e operacional.

As apurações apontaram ainda que, em cerca de sete meses, passaram aproximadamente R$ 4,22 milhões por contas bancárias utilizadas pelo gari investigado. Desse total, apenas cerca de R$ 20 mil tinham origem considerada lícita.

Segundo a Polícia Federal, ao menos R$ 4,2 milhões foram movimentados sem comprovação de procedência, montante equivalente a cerca de 210 vezes a renda formal do investigado no período.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a 7ª Vara Criminal de Vila Velha autorizou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária, além do bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,2 milhões.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em Vitória, no Espírito Santo, e em Itacaré.

As equipes também apreenderam uma quantidade de haxixe ainda em processo de contabilização, materiais utilizados na fabricação de entorpecentes, uma arma de fogo, munições e acessórios para armamento, incluindo carregadores alongados.

Com informações do G1



Postagem Anterior Próxima Postagem