VÍDEO | Daniel Silveira desafia Moraes e vai às redes fazer campanha


Ex-deputado foi condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo

O ex-deputado Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas - Foto: SEAP/Reprodução

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal e atualmente em regime aberto, o ex-deputado Daniel Silveira cumpre uma série de restrições impostas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno, o comparecimento semanal em juízo e a proibição de utilizar redes sociais.

No entanto, o ex-deputado desafiou as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e voltou à internet para fazer campanha em favor de um aliado político.

Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra Daniel Silveira declarando apoio e pedindo votos para Carlos Coutinho, candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro.

A atitude de Daniel Silveira ocorreu alguns meses após o ministro Alexandre de Moraes rejeitar um pedido da defesa do ex-deputado que solicitava autorização para que ele voltasse a utilizar as redes sociais.


Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a emissão de um atestado atualizado da pena do ex-deputado federal Daniel Silveira, bolsonarista condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo. A decisão foi assinada em 1º de junho e atende a um pedido protocolado pela defesa dois dias antes.

O documento deverá ser emitido pelo juízo delegado no prazo de cinco dias e servirá para que os advogados acompanhem a execução da pena, verifiquem o tempo já cumprido e avaliem a possibilidade de futuros benefícios previstos na legislação.


Documento permitirá acompanhamento da execução penal

No despacho, Moraes determinou a emissão de um “atestado de pena a cumprir atualizado”, instrumento utilizado para informar oficialmente o tempo de pena executado, o saldo remanescente, eventuais remições reconhecidas e as datas de referência para pedidos previstos na Lei de Execução Penal.

O requerimento foi apresentado pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, que argumentou que o acesso ao documento é essencial para o acompanhamento da execução penal e está amparado pelo direito constitucional de obtenção de certidões e informações junto ao Poder Judiciário.

Ao analisar o pedido, Moraes registrou que Daniel Silveira já cumpriu 4 anos, 10 meses e 13 dias da pena total de 8 anos e 9 meses de reclusão.


Histórico da condenação

Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos Poderes da República.

Embora tenha recebido um indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida foi posteriormente invalidada pelo Supremo.

Atualmente, o ex-parlamentar cumpre pena em regime aberto, submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais.


Daniel Silveira acumula derrotas no Supremo

A decisão de Moraes ocorre em meio a uma sequência de reveses sofridos pela defesa de Silveira.

Em março, os advogados solicitaram a ampliação dos horários de circulação para que o ex-deputado pudesse frequentar um curso de Direito no período noturno e ampliar o convívio familiar nos fins de semana. O pedido foi negado por Moraes e a decisão acabou confirmada por unanimidade pelo plenário do STF.

Na ocasião, os ministros entenderam que a flexibilização pretendida pela defesa esvaziaria o caráter da pena e aproximaria indevidamente o regime de cumprimento da liberdade plena.

Já em abril, a defesa tentou derrubar a proibição de uso de redes sociais, alegando que a medida não atenderia mais aos critérios de necessidade e atualidade. O pedido também foi rejeitado por Moraes. O recurso contra essa decisão ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.

As sucessivas negativas reforçam o entendimento predominante no Supremo de que as medidas impostas ao ex-deputado continuam necessárias durante o cumprimento da pena aplicada pelos atos considerados atentatórios ao Estado Democrático de Direito.

Fonte: Revista Fórum





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