Articulação e diálogo: Tyago Hoffmann define foco para eventual mandato na Câmara dos Deputados


Candidato a deputado federal afirma que pretende priorizar articulação por investimentos e soluções para gargalos de infraestrutura e saúde no Espírito Santo

Deputado Tyago Hoffmann falou de como pretende nortear sua atuação em um possivel mandato como deputado federal - Imagem: Em dia ES

A experiência acumulada em diferentes áreas da administração pública é apresentada por Tyago Hoffmann (PSB) como o principal argumento de sua candidatura a deputado federal. Em entrevista ao Em Dia ES, o economista e professor universitário afirmou que pretende levar para Brasília uma atuação voltada à articulação política, à busca por investimentos e à solução de problemas estruturais do Espírito Santo, evitando que a polarização ideológica se sobreponha às demandas do Estado.

Natural de Guarapari, Hoffmann foi eleito deputado estadual em 2022, com 32.123 votos, e defende que sua passagem por diferentes áreas do Executivo estadual e municipal lhe deu uma visão ampla sobre os desafios da gestão pública. Ele comandou as secretarias de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Casa Civil, Governo e Saúde do Espírito Santo, além de ter sido secretário de Transportes de Vitória.

A atuação em diferentes setores fez com que fosse chamado de “curinga” pelo ex-governador Renato Casagrande. Na Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Finanças e integrou os colegiados de Educação, Ciência e Tecnologia e Segurança.

Para Hoffmann, a formação acadêmica em economia e a experiência na administração pública foram complementares. Mestre em economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, ele atuou por mais de 15 anos na área acadêmica antes de ingressar no Executivo.

“Juntar sensibilidade política com conhecimento técnico fez uma grande diferença na minha capacidade de gestão por onde passei como secretário”, avaliou.

Segundo o candidato, a experiência mostrou que a administração pública precisa conciliar o rigor da legislação e da burocracia com a necessidade de entregar resultados à população.
Gestão como argumento para a candidatura

Um dos exemplos citados por Hoffmann é o trabalho de contenção de despesas realizado em 2019. Naquele período, o governo reduziu em 10% os gastos de custeio com itens como veículos, telefonia e energia. Segundo ele, a medida contribuiu para uma economia de cerca de R$ 3 bilhões em um orçamento superior a R$ 30 bilhões.

“Na nossa visão, economizar na gestão pública não é um fim em si mesmo, mas um meio para termos capacidade de investimento”, afirmou.

A lógica, segundo o candidato, deve ser aplicada também à atuação parlamentar: controlar gastos, melhorar a eficiência e, ao mesmo tempo, criar condições para ampliar investimentos.

Na área da saúde, Hoffmann citou a aplicação de 15,43% da receita líquida pelo governo de Ricardo Ferraço, o que representa mais de R$ 5,2 bilhões por ano. Ele também destacou os resultados do programa OperaES, que realizou 173.400 cirurgias eletivas somente em 2025.

Na avaliação do candidato, a ampliação dos atendimentos esteve relacionada à combinação entre planejamento orçamentário e ferramentas digitais. Entre as medidas citadas estão a implantação da teleconsulta em 78 municípios e a digitalização de prontuários, iniciativas que, segundo ele, permitiram mapear pacientes e utilizar hospitais de menor porte no interior para ampliar o atendimento e reduzir filas.


De secretário a articulador em Brasília

É justamente essa experiência de gestão que Tyago Hoffmann pretende utilizar como base para uma eventual atuação na Câmara dos Deputados.

Em vez de concentrar o discurso em disputas ideológicas, o candidato afirma que pretende direcionar o mandato para pautas que considera estruturantes para o Espírito Santo, principalmente investimentos em infraestrutura, saúde e logística.

Entre as prioridades estão os gargalos das rodovias BR-101, BR-262 e BR-259, além de questões relacionadas a portos e aeroportos.

“Desejo ir para Brasília justamente para destravar essas pautas fundamentais. Meus dias e semanas de trabalho serão dedicados à articulação para trazermos investimentos e projetos que melhorem a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

Hoffmann também defende uma postura de mediação diante de obras federais que enfrentam entraves ambientais. Para ele, posições extremas podem dificultar a construção de soluções.

Como referência, citou a matriz de risco adotada pelo Espírito Santo durante a pandemia de Covid-19, que buscou conciliar medidas de proteção sanitária com a manutenção das atividades econômicas.


Alinhamento político

Na avaliação do candidato, a capacidade de articulação em Brasília também depende de sintonia com as demais instituições e representantes do Estado.

Hoffmann afirmou que pretende trabalhar em conjunto com o Executivo estadual e o Senado para ampliar a capacidade de o Espírito Santo captar recursos e viabilizar projetos.

“Estarei completamente alinhado ao nosso governador Ricardo Ferraço e ao nosso senador Renato Casagrande em torno dos interesses do Espírito Santo”, concluiu.




Postagem Anterior Próxima Postagem