Vítima conheceu suposta mulher pelas redes sociais, fez transferências sob ameaça e depois foi intimidada por homem que se passou por delegado.
Um morador de Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, perdeu R$ 6.837 após cair em um golpe iniciado pelas redes sociais. A vítima conheceu uma pessoa que se apresentou como uma mulher pelo Facebook, trocou mensagens e fotos íntimas e, posteriormente, passou a receber ameaças e cobranças.
O contato começou no sábado (22). Após conversar pela rede social, os dois passaram a trocar mensagens pelo WhatsApp, incluindo imagens de conteúdo íntimo.
No dia seguinte, porém, a vítima recebeu uma mensagem de um homem que afirmou ser o pai da suposta mulher. Ele alegou que a mãe dela havia descoberto as conversas e que a situação teria provocado uma briga familiar e até a necessidade de atendimento médico.
Vítima fez quatro transferências
O homem passou a exigir dinheiro e afirmou inicialmente que seriam necessários R$ 10 mil para custear um suposto tratamento. Ele também ameaçou chamar a polícia e mandar alguém atrás da vítima caso o pagamento não fosse realizado.
Com medo, o morador realizou quatro transferências via Pix. As primeiras totalizaram R$ 2,6 mil, seguidas por uma transferência de R$ 4 mil e outra de R$ 237.
Ao perceber que poderia estar sendo enganado, o homem apagou as conversas e bloqueou o contato. O prejuízo total chegou a R$ 6.837.
Golpista ainda se passou por delegado
A tentativa de extorsão não terminou após o bloqueio. Na segunda-feira (24), a vítima recebeu contato de outro número.
Dessa vez, o homem afirmou ser um delegado de polícia e ameaçou expedir um mandado de prisão contra o morador.
A vítima contou o caso à mãe, que desconfiou imediatamente de que se tratava de outro golpe.
Os comprovantes das transferências e os números utilizados pelos suspeitos foram preservados e poderão auxiliar nas investigações para identificar os responsáveis.
Atenção: golpes envolvendo supostas fotos íntimas costumam utilizar ameaças e falsas autoridades para pressionar a vítima a fazer pagamentos. Diante de uma situação semelhante, não faça novas transferências, preserve as conversas e procure a polícia.
Com informações do ES Fala


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