Suspeita usava cheques da instituição para pagar despesas pessoais e adulterava documentos contábeis; mandado de busca e apreensão foi cumprido nessa quarta-feira (5)
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Marilândia, cumpriu na manhã dessa quarta-feira (5) um mandado de busca e apreensão na residência da acusada de subtrair R$ 131.984,00 da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, local onde trabalhava.
Cumprimento da lei
De acordo com as investigações, a acusada se aproveitava do cargo e da confiança que possuía para utilizar cheques emitidos pela diretoria da entidade no pagamento de contas pessoais. A apuração revelou ainda que foram realizados saques dos cheques diretamente em agências bancárias para a apropriação dos valores.
Para esconder as fraudes e manter a prática de forma recorrente, os documentos contábeis da CDL eram adulterados.
Bolsas de luxo e medidas patrimoniais
Durante a operação no imóvel, os policiais apreenderam quantias em dinheiro, equipamentos eletrônicos, documentos e 15 bolsas de grife — algumas ainda com etiqueta de compra.
Para garantir a recuperação do montante desviado, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares patrimoniais, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. O objetivo das decisões judiciais é bloquear bens para assegurar o ressarcimento integral do prejuízo causado à CDL.
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Confissão parcial e liberdade provisória
Em depoimento prestado na delegacia, a acusada confessou parcialmente a prática dos crimes. Ela foi ouvida e liberada em seguida, conforme prevê a legislação penal.
O delegado responsável pelas investigações, Landulpho Lintz, explicou o enquadramento do caso e reforçou que a liberação não significa impunidade.
“Cientes dos fatos, representamos por medidas cautelares, que foram decretadas pelo juízo. Acreditamos que tais medidas trarão o ressarcimento do prejuízo à CDL.
A suspeita foi interrogada e liberada nos termos da legislação vigente, uma vez que ela já não se encontrava em flagrante delito. Contudo, isso não significa impunidade, pois ela responderá devidamente por seus atos”, declarou o delegado.


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