Fenômeno aconteceu na última quarta-feira (12) e foi visível em diferentes pontos do Hemisfério Norte, com a chamada faixa de totalidade passando pelo norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. No Brasil, o eclipse não pôde ser visto.
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Registro de fotógrafo brasileiro durante eclipse na Espanha. — Foto: Marcelo Maragni
Se o eclipse solar já é um evento impressionante de observar, os registros após o fenômeno muitas vezes são ainda mais impactantes. E dá para dizer que o fotógrafo brasileiro Marcelo Maragni já pode ser considerado um especialista em capturar esses momentos.
Quase três anos depois de viralizar com um registro do surfista brasileiro Ítalo Ferreira durante o eclipse solar de 2023, ele fez uma nova foto, agora na Espanha, durante o eclipse que aconteceu na última quarta-feira (12).
"Depois que eu fiz a foto do Ítalo, ficou na minha cabeça fazer outras fotos parecidas. [...] E quando soube do eclipse na Espanha, que seria total, visto pelo país inteiro, surgiu a ideia de fazer, até por ser uma coisa que eu nunca tinha visto", conta o fotógrafo ao g1, ainda na Espanha.
☀️ O fenômeno foi visível em diferentes pontos do Hemisfério Norte, com a chamada faixa de totalidade passando pelo norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. No Brasil, o eclipse não pôde ser visto.
Dessa vez, o personagem que compôs a foto com o eclipse foi o piloto espanhol Edgar Canet. No registro, o atleta aparece empinando a moto na frente do fenômeno, tanto na fase total quanto parcial do eclipse.
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Piloto Edgar Canet em foto durante o eclipse. — Foto: Marcelo Maragni
Ele explica que, para chegar ao resultado da foto, é preciso muita coordenação, porque se trata de um jogo de perspectiva. Registros desse tipo só são possíveis porque o fotógrafo fica a uma distância muito grande do objeto que está sendo capturado (entenda mais abaixo).
O fato de se tratar de um eclipse total, diferentemente do que aconteceu em 2023, também acrescentou um elemento a mais de dificuldade no processo.
"Quando você está fotografando um eclipse desse, você está com a luz forte do sol e de repente fica escuro, então você muda toda a configuração da câmera. E, nesse caso, na hora da totalidade, fica de noite, então eu tinha luzes lá em cima para iluminar o atleta", conta.
Foto à distância e a busca pelo local perfeito
Para conseguir o resultado desejado, o fotógrafo precisava de um lugar exato que proporcionasse a perspectiva pensada para o registro.
Ele descreve que buscou um local com duas montanhas, uma de frente para a outra, em que o atleta ficasse em uma e ele, na outra, a uma distância de 600 metros a um quilômetro – no fim, foram necessários 900 metros para a foto.
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Fotógrafo brasileiro registra piloto espanhol durante o eclipse. — Foto: Marcelo Maragni
"Com essa distância e uma lente muito longa, bem grande, eu consigo 'puxar' o sol e deixar o atleta ainda pequeno", detalha.
Foram necessários quase seis meses na Espanha e mais de dois mil quilômetros percorridos para encontrar o local ideal.
Coordenação via rádio
Mas não é só o lugar perfeito que garante o registro que o fotógrafo havia imaginado. São necessários diversos ajustes finos e uma coordenação com o próprio atleta envolvido, feita via rádio.
Estar em uma montanha permitia que Maragni subisse e descesse para fazer o ajuste fino da foto, à medida que o eclipse ia se movimentando.
Com uma assistente na outra montanha, ele orientava o movimento que o piloto deveria fazer e o momento em que precisaria se movimentar.
"O fenômeno todo é muito rápido, então essa coordenação por rádio é essencial. Tem que ser tudo muito bem pensado e planejado", explica.
Experiência única
Mesmo já tendo experiência fotografando atletas na natureza, Marcelo afirma que sempre busca se desafiar a fazer algo novo, diferente.
Ele reforça seu gosto por fenômenos como o eclipse e conta que foi uma experiência totalmente única, apesar de já ter registrado Ítalo em uma situação semelhante em 2023.
"Ter a oportunidade de ver um eclipse total é muito incrível. Está de dia e, de repente, fica de noite. É super emocionante, uma coisa que vale a pena ser vivida, realmente mágica", diz.
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Ítalo Ferreira no eclipse solar anular no interior do RN — Foto: Marcelo Maragni/Redbull
Fonte: g1

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