Vale-refeição já não acompanha o preço da comida e dura só 10 dias úteis no ES


Benefício acompanha alta dos preços com dificuldade, e trabalhadores recorrem à marmita e à pesquisa de preços para economizar

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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O vale-refeição tem perdido poder de compra no Espírito Santo e, no primeiro semestre deste ano, durou em média 10 dias úteis por mês, segundo levantamento da Pluxee. No cenário nacional, a média foi de nove dias úteis.

A pesquisa também mostra que, em comparação com o mesmo período do ano passado, o benefício continua sendo impactado pela inflação e pelo aumento do custo das refeições fora de casa.

Para muitos trabalhadores, a alternativa tem sido mudar os hábitos para fazer o benefício render até o fim do mês. Preparar as próprias refeições e levar marmita para o trabalho é uma das estratégias mais adotadas.


Aliene Braga, que trabalha como closer de vendas, afirma que recebe cerca de R$ 400 por mês de vale-refeição. Como mora sozinha, utiliza o benefício para fazer as compras do mês e, quando possível, ainda ajuda a mãe com parte dos alimentos.

Faço a compra do meu mês. Eu moro sozinha, então meu gasto não é tão grande. Faço a minha compra e, às vezes, ajudo a minha mãe também.Aliene Braga, closer de vendas

Além disso, ela afirma que evita almoçar diariamente em restaurantes para economizar.
Inflação reduz alcance do benefício

De acordo com especialistas, a inflação das refeições fora de casa tem avançado em ritmo superior ao reajuste dos valores concedidos pelas empresas aos trabalhadores.

Segundo o diretor executivo de estabelecimentos da Pluxee, Antônio Alberto Aguiar, os restaurantes repassam o aumento dos custos para os cardápios, enquanto os reajustes dos benefícios não acompanham essa mesma velocidade.

A alimentação fora do lar vem tendo uma inflação e os restaurantes acabam repassando esse custo para os seus cardápios. O RH das empresas não vem acompanhando esse mesmo índice de reajuste. Isso faz com que os trabalhadores reduzam o seu poder de compra, fazendo com que a duração do benefício se reduza também ao longo do mês.


Tendência é de redução ainda maior

A expectativa é que, caso a inflação continue pressionando os preços da alimentação, o vale-refeição dure cada vez menos nos próximos meses.

Entre as recomendações para minimizar os impactos estão pesquisar preços, aproveitar promoções e priorizar estabelecimentos que ofereçam programas de fidelidade ou refeições com melhor custo-benefício.

O trabalhador deve estar atento às ofertas dos estabelecimentos, buscar restaurantes com cardápios mais adequados ao valor disponível para consumo e aproveitar benefícios oferecidos pelos locais para conseguir fazer o vale-refeição durar mais até o fim do mês.


Como fazer o vale-refeição render mais

Algumas medidas podem ajudar os trabalhadores a aumentar a duração do benefício:
  • Preparar refeições em casa e levar marmita para o trabalho;
  • Pesquisar preços antes de escolher onde comer;
  • Aproveitar promoções e programas de fidelidade;
  • Optar por restaurantes com melhor custo-benefício;
  • Planejar os gastos ao longo do mês.


Com informações de Folha Vitória



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