Enfermeira é internada após denunciar agressões e ameaça de morte do marido em Colatina


Mulher de 49 anos passou mal durante o trabalho e revelou aos médicos que sofria violência; suspeito, de 35 anos, foi preso e autuado pela Lei Maria da Penha

imagem das Redes Sociais

Uma enfermeira de 49 anos foi internada após denunciar agressões e uma nova ameaça de morte feita pelo próprio marido, de 35 anos, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O caso veio à tona nesta quarta-feira (9), quando a mulher passou mal durante o expediente em um hospital.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem teria ligado para a companheira e feito ameaças depois de descobrir que ela havia conversado com outro homem no ambiente de trabalho. Conforme o relato da vítima, ele também a proibiria de conversar com outros homens.

A última agressão física teria acontecido na noite de segunda-feira (7). À Polícia Militar, a enfermeira contou que foi agredida com toalhas úmidas e obrigada a dormir sem roupas sobre o chão molhado. Ela apresentava hematomas nos braços e reclamava de dores nas costas provocadas pelas agressões.

Abalada com a situação, a mulher passou mal enquanto estava trabalhando e recebeu atendimento dos profissionais de saúde. Ao ser questionada sobre o que havia acontecido, contou aos médicos que o marido era violento. Segundo ela, os dois vivem juntos há aproximadamente oito meses.

A vítima também relatou aos policiais que suspeita estar sendo monitorada pelo companheiro. Ela afirmou que o homem tinha acesso a informações sobre conversas que mantinha pelo celular, levantando a possibilidade de que ele acompanhasse o aparelho.

Após receberem as informações, policiais militares localizaram o suspeito no próprio local de trabalho. Ele foi detido e conduzido à Delegacia Regional de Colatina.

A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal e ameaça, ambos no contexto da Lei Maria da Penha, e posteriormente encaminhado ao sistema prisional.

Os nomes da vítima e do suspeito não foram divulgados. O hospital onde a enfermeira trabalha também não foi identificado, para preservar a identidade da mulher.



Postagem Anterior Próxima Postagem