Homem de 76 anos apresentou ginecomastia associada ao uso de medicamento comum para insuficiência cardíaca
Idoso desenvolve 'seios' após tomar medicamento para condição cardíaca — Foto: Reprodução/New England Journal of Medicine
Um homem de 76 anos desenvolveu ginecomastia — aumento benigno do tecido mamário masculino — após iniciar um tratamento com um medicamento prescrito para sua condição cardíaca, conforme relatado em uma publicação sobre o caso clínico na revista New England Journal of Medicine.
Segundo os médicos, o paciente começou a apresentar inchaço e sensibilidade nas mamas ao longo de aproximadamente oito meses desde o início do uso da medicação. A investigação clínica concluiu que a alteração corporal estava relacionada ao uso da substância, que pode provocar mudanças hormonais em homens mais velhos.
A ginecomastia é caracterizada pelo crescimento de tecido mamário masculino e pode ocorrer por diversos fatores, incluindo desequilíbrios hormonais naturais com o envelhecimento ou como efeito colateral de medicamentos que afetam os níveis hormonais no organismo.
Em casos como esse, certos remédios usados para tratar insuficiência cardíaca, pressão alta ou retenção de líquidos — como a espironolactona — estão entre os fármacos que podem desencadear esse efeito em uma parcela de pacientes mais velhos, porque a substância interfere na produção ou ação dos hormônios sexuais.
Como funciona esse efeito colateral
A espironolactona, por exemplo, é um diurético poupador de potássio frequentemente indicado para insuficiência cardíaca e pode atuar como um modulador hormonal, reduzindo níveis de testosterona e contribuindo para o desenvolvimento de tecido mamário.
Esse tipo de efeito costuma ser benigno, mas pode causar desconforto físico e psicológico em quem desenvolve o quadro. Em muitos pacientes, o problema melhora quando a dose é ajustada ou o medicamento é substituído por outra opção terapêutica sob supervisão médica.
O que dizem especialistas
Especialistas em endocrinologia e cardiologia recomendam que pacientes e familiares conversem com seus médicos se notarem alterações físicas inesperadas durante o uso de medicamentos, especialmente em tratamentos de longo prazo. O acompanhamento regular ajuda a identificar possíveis efeitos colaterais e ajustar terapias quando necessário.


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