Especialistas classificam o caso como “extraordinário” enquanto família e médicos acompanham recuperação da criança
Um menino de 4 anos em Ribeirão Preto (SP) desafia as probabilidades médicas ao sobreviver a uma queda do 10º andar de um prédio residencial, em um episódio que está sendo investigado pela Polícia Civil como acidente acidental.
O caso aconteceu por volta das 15h30 de sábado (27), quando a criança — que tem autismo não verbal — teria passado pela janela de um banheiro do apartamento onde vive com a família no centro da cidade. Ele foi encontrado consciente no térreo e encaminhado rapidamente pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto, onde permanece internado sob cuidados médicos.
Médico chama caso de “extraordinário”
Profissionais da saúde envolvidos no atendimento destacam a rareza da situação. O neurologista Francisco Vale, com décadas de experiência, classificou o evento como “extraordinário” e extremamente raro, observando que é difícil para a ciência explicar completamente como o corpo humano pode resistir a uma queda de aproximadamente 30 metros, altura estimada do 10º andar.
Especialistas apontam que fatores como o ângulo da queda, impactos intermediários contra estruturas do prédio — como uma janela do oitavo andar e um corrimão, e a agilidade do resgate médico podem ter contribuído para o desfecho incomum, embora nenhum elemento isolado explique por si só a sobrevivência.
Estado de saúde e lesões
Segundo boletins médicos, o menino sofreu politraumatismo, incluindo fraturas nos dois fêmures, ou seja, nas duas pernas, e em um dos pés. Ele já passou por cirurgias nos membros inferiores, e seu quadro de saúde é considerado estável no hospital, onde os médicos começaram a retirar a sedação para verificar sua resposta neurológica.
Apesar da estabilidade, a equipe médica alerta que é cedo para saber se haverá sequelas a longo prazo. Mesmo sem ferimentos diretos no crânio, o choque de uma queda dessa natureza pode causar movimentação violenta do cérebro dentro do crânio e resultar em contusões ou danos que ainda serão avaliados nos próximos dias e semanas.
O caso foi registrado como queda acidental pela Polícia Civil. Perícias do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram solicitadas para esclarecer detalhes sobre a dinâmica da queda e entender como a criança teve acesso à janela sem proteção, especialmente em um andar tão alto.
Familiares relataram que o menino estava no apartamento com os pais momentos antes do acidente, e a Polícia segue apurando as circunstâncias que levaram à tragédia, buscando medidas preventivas que possam evitar incidentes semelhantes no futuro.


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