Mulher morre congelada após ser abandonada por namorado em montanha na Áustria


Última foto dela no cume agora faz parte de investigação criminal


Uma mulher de 33 anos, identificada como Kerstin Gurtner, morreu depois de ser deixada sozinha no topo da montanha Grossglockner — o ponto mais alto da Áustria — durante uma escalada, informou o Ministério Público local. 

A tragédia ocorreu no dia 18 de janeiro deste ano, mas só recentemente a última foto tirada por Kerstin — momentos antes de ela ser abandonada — se tornou pública. A imagem reacendeu questionamentos sobre a conduta do namorado, Thomas Plamberger, que agora está sob acusação de homicídio culposo por negligência grave. 


❄️ As circunstâncias do caso

O casal iniciou a subida à montanha por volta das 18h. A escalada era considerada de alta altitude — cerca de 3.798 m de altitude. 

Ao longo da madrugada, Kerstin passou a apresentar sinais de exaustão, hipotermia e desorientação. A promotoria afirma que Thomas a deixou sozinha por volta das 2h da manhã, a cerca de 50 metros do cume, em condições climáticas extremas e com equipamento inadequado. 

O resgate só chegou cerca de 8 horas depois — por volta das 10h — mas a mulher já estava sem vida. Ventos fortes e temperatura abaixo de –20 °C tornaram a região inóspita para sobrevivência.


🏔️ O que a investigação aponta

As autoridades apontam falhas graves, incluindo:
  • insistência na subida mesmo com a parceira sem preparo adequado para montanhismo de alta montanha; 
  • abandono da mulher em local exposto, sem equipamentos de sobrevivência adequados — como saco de bivac, manta térmica, proteção contra vento e frio intenso; 
  • negligência na hora de acionar socorro — não fizeram pedido de emergência imediato embora um helicóptero de resgate tenha sobrevoado a área durante a noite. 
  • Com base nesses indícios, Thomas responde por homicídio culposo — ou seja, sem intenção de matar, mas por negligência grave que resultou em morte. 

📌 Importância da repercussão

O caso gerou comoção internacional — a última foto de Kerstin antes da tragédia foi amplamente divulgada. Para muitos especialistas, o episódio serve de alerta sobre os riscos do montanhismo de alto risco, especialmente quando um dos envolvidos não possui experiência. 

Também reacende o debate sobre responsabilidade de companheiros em expedições, segurança, preparação técnica e ética de quem lidera escaladas. Há quem critique a insistência de Thomas em continuar a subida mesmo diante dos sinais de alerta emitidos pela parceira.



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