Gêmeos siameses não resistem e morrem após cirurgia de separação em Goiânia


Irmãos unidos pelo quadril não resistem às complicações e falecem mesmo após tentativa de separação no Hemu


Dois gêmeos siameses, que haviam nascido no Hospital Estadual da Mulher (Hemu) em Goiânia (GO) no dia 6 de janeiro, não sobreviveram às complicações de saúde mesmo depois de uma cirurgia de separação realizada em caráter de emergência, conforme confirmação médica nesta quinta-feira (08). 

Os bebês, identificados como Marcos e Mateus, nasceram conectados pela região pélvica, uma condição rara que já demandava cuidados intensivos desde o nascimento.

Segundo o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, responsável pelo procedimento, um dos gêmeos apresentou múltiplas paradas cardiorrespiratórias na madrugada, falecendo antes mesmo de uma separação planejada. Diante da gravidade, a equipe optou por uma cirurgia de emergência para tentar salvar o segundo bebê, mas o outro também não resistiu, apesar de o procedimento ter tido sucesso técnico. 

O parto havia sido considerado de alta complexidade e realizado com 34 semanas de gestação por uma equipe especializada. Antes da separação de emergência, os dois recém-nascidos haviam passado por procedimentos como colostomia e vesicostomia para auxiliar funções básicas do organismo, que decorreram sem intercorrências iniciais. 

A mãe dos gêmeos, uma jovem de 22 anos natural de Canarana (MT), realizou todo o pré-natal no Hemu, sem intercorrências durante a gestação, e passa bem após o parto. A família havia percorrido cerca de 600 km até Goiânia em busca de atendimento especializado. 

Equipe médica e autoridades de saúde expressaram solidariedade à família diante da tragédia, destacando que o caso envolvia desafios extremos devido à condição anatômica compartilhada dos recém-nascidos.




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