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| Reprodução/PCES |
A Polícia Civil do Espírito Santo detalhou o modo de atuação do homem de 49 anos preso por uma sequência de estupros registrados no balneário de Guriri, em São Mateus. Segundo as investigações, ele utilizava luvas, simulava estar armado e gravava os abusos sexuais como forma de intimidar as vítimas e impedir denúncias.
A apuração indica que os crimes ocorreram sempre durante a noite, em áreas isoladas da faixa de areia. As vítimas eram mulheres com menos de 25 anos, que estavam acompanhadas de seus namorados no momento das abordagens. Os ataques se concentraram em um período aproximado de três meses, entre agosto e novembro do ano passado.
De acordo com a delegada Patrícia Ferreira de Souza, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de São Mateus, o suspeito se aproximava dos casais armado com uma faca ou fingindo portar uma arma de fogo. Em seguida, obrigava as vítimas a se deslocarem para locais de difícil acesso.
No ponto escolhido, o agressor determinava que as próprias mulheres amarrassem os companheiros ou fazia a imobilização por conta própria. Após isso, cometia os abusos sexuais diante dos namorados, enquanto registrava as ações em vídeo com o celular. Em alguns casos, utilizava luvas para evitar deixar vestígios no local.
Segundo a delegada, os vídeos eram usados como ferramenta de coação. “Ele exigia que as vítimas informassem nome completo, endereço e local de trabalho, criando um ambiente de medo para que elas não procurassem a polícia”, explicou.
Celular abandonado levou à identificação de novas vítimas
O aparelho telefônico do suspeito foi apreendido após uma tentativa de estupro terminar em luta corporal. Durante a confusão, o homem fugiu, deixando para trás roupas, luvas e o celular. A análise do material revelou registros dos crimes e possibilitou a identificação de outras vítimas que ainda não haviam formalizado denúncia.
O homem foi localizado e preso no município de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. Ele responde por cinco estupros cometidos em Guriri e é investigado por pelo menos outros dois casos.
As investigações também apontaram que o suspeito já possui histórico criminal, com quatro condenações por estupro registradas entre 1994 e 2013, em ocorrências nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, a prisão representa a interrupção de um ciclo criminoso que se repetia ao longo de décadas. “Estamos diante de um estuprador em série, reincidente, com atuação planejada e extremamente violenta. A prisão é essencial para garantir a segurança da sociedade”, destacou.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas e reforça que denúncias podem ser feitas de forma sigilosa nas delegacias especializadas ou pelos canais oficiais de atendimento.


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