Motociclista que matou idoso atropelado estava a 120% acima da velocidade permitida


José Geraldo Torres, de 82 anos, morreu no local e a esposa dele, Maria Auxiliadora Torres, 78, sofreu lesões graves; caso ocorreu no bairro Porto Canoa e revoltou a população

Thierry da Cruz Ribeiro foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor Crédito: Arquivo pessoal e Archimedis Patrício

O motociclista que atropelou e matou o idoso José Geraldo Torres, de 82 anos, em Porto Canoa, na Serra, pilotava a moto 120% acima da velocidade permitida no momento do acidente. Conforme a investigação da Polícia Civil, Thierry da Cruz Ribeiro, de 23 anos, trafegava a 66 km/h em uma via de 30 km/h, ao mesmo tempo que realizava a manobra conhecida como ‘grau’, quando ocorreu o atropelamento.

Além de atingir o idoso, na noite de 17 de novembro do ano passado, o suspeito também atropelou a esposa da vítima, Maria Auxiliadora Torres, de 78 anos, que sofreu lesões corporais graves. As informações foram divulgadas pela corporação após a conclusão do inquérito, nesta terça-feira (13).

Com o resultado das investigações, Thierry foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. À época, o investigado fugiu do local, mas foi preso temporariamente em 25 de novembro.

“Representamos pela prorrogação da prisão temporária e, considerando a gravidade concreta dos fatos e o elevado grau de risco da conduta, a Polícia Civil também representou pela decretação da prisão preventiva”, frisou a corporação.


De forma repetida

O titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), delegado Maurício Gonçalves, afirmou que o Cerco Inteligente do Governo do Estado registrou que Thierry realizou, de forma repetida, manobras perigosas.

“Além disso, foi verificada a supressão da placa de identificação da motocicleta, com o objetivo de dificultar a fiscalização e a identificação do veículo. No curso da apuração, a Polícia Civil reuniu provas técnicas, periciais e imagens de câmeras de segurança, que possibilitaram a reconstrução da dinâmica do fato”, detalhou.

Fonte: A Gazeta


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