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| Foto: Reprodução Redes Sociais |
Um raio caiu durante o ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em Brasília, neste domingo (11), deixando dezenas de pessoas feridas e provocando pânico entre os participantes.
O parlamentar iniciou uma caminhada no dia 19, ao sair de Paracatu (MG) com destino ao Distrito Federal, um percurso de 240 quilômetros. No trajeto, o ato foi ganhando adeptos de populares e políticos. O movimento pede por anistia aos condenados pela tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023 e protesta contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O incidente com o raio ocorreu sob forte chuva na Praça do Cruzeiro. Testemunhas relataram choques elétricos e pessoas caindo no chão após a descarga. Houve correria e pedidos de socorro após a queda do raio.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pessoas desacordadas sendo carregadas nos braços até uma ambulância, única disponível inicialmente na área, que rapidamente ficou cercada por manifestantes, sentados ou deitados no chão.
Em seguida, outras ambulâncias chegaram ao local e as vítimas foram encaminhdas ao Hospital de Base. Segundo informações iniciais do Corpo de Bombeiros, 34 pessoas ficaram feridas.
Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação, dormência e batimentos cardíacos reduzidos. Familiares tentaram reanimar parentes caídos, enquanto socorristas atendiam uma mulher dentro da ambulância. A aproximação de mais pessoas ocorreu após a abertura da grade que isolava o veículo.
Risco elétrico e orientações
Do carro de som, organizadores pediram que o público se afastasse das grades de contenção. Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi abaixado devido ao risco de novas descargas elétricas.
Tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK. Segundo o Corpo de Bombeiros, parte dos feridos apresentou queixa de dormência, outras pessoas estavam em estado de choque e algumas tinham sinais de alteração no ritmo cardíaco.
Os atendimentos estão sendo realizados no Hospital de Base do Distrito Federal e no Hospital Regional da Asa Norte.
Com a diminuição da chuva, o ato foi retomado. A cada relâmpago, parte do público se abaixava e gritava com medo. Câmeras do circuito interno do Memorial JK chegaram a sair do ar após a descarga elétrica e voltaram a funcionar segundos depois, segundo seguranças do local.
*Com informações da CNN, UOL e Metrópoles.


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