ACONTECEU: Menino de 9 anos sobrevive morando sozinho em casa sem eletricidade por quase 2 anos


Mesmo sozinho, o garoto conseguiu encontrar formas de se alimentar e continuar indo à escola. Ele comia enlatados, coisas que roubava dos vizinhos ou que eram deixadas esporadicamente pela mãe, que se mudou para outra cidade e deixou o filho

Imagem ilustrativa - Crédito: Freepik

Um menino de apenas 9 anos foi encontrado morando sozinho em um apartamento sem eletricidade na cidade de Nersac (França). Segundo a imprensa local, apesar das condições precárias, o garoto conseguiu sobreviver por quase dois anos vivendo sem a supervisão de um adulto.

O caso aconteceu entre os anos de 2020 e 2022. Em janeiro de 2024, a mãe do menino finalmente foi condenada por negligência e abandono de menor. "As provas são numerosas, você abandonou o seu filho", afirmou o juiz Ancelin Nouaille, em julgamento.

De acordo com as autoridades locais, o menino começou a morar sozinho no apartamento durante a pandemia, quando a mãe dele, Alexandra, 39, mudou-se para uma cidade vizinha, a 5 km de distância, para viver com o namorado. Desde então, ela visitava o filho esporadicamente apenas para deixar comida.

Mesmo sozinho, o menino conseguiu encontrar formas de se alimentar e continuar indo à escola. Ele comia enlatados, coisas que roubava dos vizinhos ou que eram deixadas pela mãe. No colégio, ninguém suspeitou do que pudesse estar acontecendo. Ele seguiu frequentando as aulas "limpo e feliz", de acordo com as testemunhas.

A situação só se tornou pública quando vizinhos denunciaram o caso às autoridades. Quando a polícia chegou ao apartamento, encontrou a geladeira vazia e edredons que o menino usava para se proteger do frio durante a noite, já que o aquecedor não funcionava. Nenhum pertence da mãe do garoto foi encontrado no local.

Apesar de todas as provas, Alexandra insistia em dizer que não abandonou o filho e que o menino morava com ela, na casa do namorado. Provas coletadas pelas autoridades mostraram, porém, que a versão não era verdadeira. O GPS do celular da mãe apontou que ela nunca passava a noite com o filho ou o levava até o colégio. O menino foi acolhido há mais de um ano e levado para um lugar seguro, onde recebia cuidados. Desde então, a mãe só foi visitá-lo duas vezes. 

    “Eu sempre esquecia o meu telefone… Eu não sou uma mãe coruja, mas ele continua sendo meu filho”, afirmou na época da condenação.


Da Redação /Com informações da Revista Crescer




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