Caso Araceli: polícia usa cães farejadores para tentar encontrar cabeça de Dante Michelini



Polícia Civil retomou, nesta sexta-feira (6), as buscas pela cabeça de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, encontrado morto, decapitado e carbonizado em um sítio em Guarapari.

Dante de Brito Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo — Foto: Reprodução


A Polícia Civil retomou as buscas pela cabeça de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, encontrado morto, decapitado e carbonizado, em um sítio em Guarapari.

A identidade do corpo foi confirmada pela Polícia Científica por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares.

As diligências foram realizadas no próprio sítio, com o apoio de cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

A partir de agora, além das buscas na propriedade, a investigação passa a focar na rotina da vítima.


A Polícia Civil retomou nesta sexta-feira (6) as buscas para tentar encontrar a cabeça de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, encontrado morto, decapitado e carbonizado, em um sítio em Meaípe, em Guarapari. O corpo foi identificado Polícia Científica por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares.

As diligências foram realizadas no próprio sítio onde Dante foi encontrado, com o apoio de cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Apesar dos esforços, a cabeça ainda não havia sido localizada até a publicação deste reportagem.

Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato brutal da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.

Em entrevista à coluna Vilmara Fernandes, da Rede Gazeta, o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, afirmou que a equipe da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, com apoio do chefe da DHPP de Vitória, percorreu toda a área.

“Chegou até a ser cogitado que ela [a cabeça] teria sido levada por um animal, mas não foram encontrados rastros de que isso tenha ocorrido”, explicou o delegado.

Uma piscina do sítio, que apresentava odor semelhante ao de corpo em decomposição, chegou a ser esvaziada. No local, porém, foram encontrados apenas restos de duas tartarugas.

Ainda de acordo com Arruda, a decapitação foi feita com uma faca afiada, de forma especializada. "Tudo indica que não houve uso, por exemplo, de um machado", afirmou o delegado.

A partir de agora, além das buscas na propriedade, a investigação passa a focar na rotina da vítima. A polícia vai ouvir familiares e pessoas que tiveram contato recente com ele para entender com quem convivia, quais foram seus últimos encontros e os contatos feitos antes da morte. Um dos pontos apurados é a informação de que a família teria colocado o sítio à venda.

O corpo de Dante Brito Michelini foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari, na terça-feira (3), e foi identificado como sendo de Dante de Brito Michelini, de 76 anos.

A confirmação da morte foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada poucas horas depois. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local.

A causa da morte ainda está sendo investigada e é tratada como homicídio pela Polícia Civil. A cabeça não havia sido localizada até a última atualização da reportagem.

A Polícia Científica do Espírito Santo informou, na manhã de quinta-feira (5), que o corpo encontrado carbonizado e decapitado em Guarapari, foi identificado por meio de exame papiloscópico, que analisa as impressões digitais. Familiares já podem fazer a liberação para os procedimentos fúnebres.

Nesta sexta-feira (6), a corporação disse que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Até o momento, nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, no momento.

O Corpo de Bombeiros Militar afirmou atua em apoio à Polícia Civil e está à disposição para as diligências que se fizerem necessárias.


Passado

Dante Brito Michelini foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.

Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória.

Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. (assista no vídeo abaixo)

"Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época.


Dante de Barros Michelini nega envolvimento com a morte de Araceli

Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli

Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973.

Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos.

Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil.

Caso Araceli — Foto: Reprodução/TV Gazeta


Fonte: G1


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