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| Patrícia Guimarães dos Santos, de 39 anos. Crédito: Acervo pessoal |
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| Patrícia Guimarães dos Santos, de 39 anos. Crédito: Acervo pessoal |
Parentes de Patrícia relataram que rumores sobre a morte da vítima começaram a circular no sábado (31), um dia antes da localização do corpo. A informação foi confirmada em entrevista concedida à Rede Notícia.
De acordo com familiares, a preocupação aumentou no sábado, quando perceberam que Patrícia não havia retornado para casa. Apesar de ter o costume de passar um ou dois dias fora, a última vez que ela foi vista com vida ocorreu na quinta-feira (29). “A gente começou a procurar ela devido a boatos que começaram a sair de que ela havia sido morta e enterrada em uma cova em algum lugar. O boato começou a rolar antes de o corpo dela ser encontrado”, relatou uma parente, que não será identificada por questões de segurança.
Segundo familiares, Patrícia morava no próprio bairro Altoé, local onde foi assassinada. “Todo mundo que a gente perguntava dizia que a última vez que viu ela foi na quinta-feira. Foi inclusive a última vez que eu vi ela com vida, quando ela veio aqui na minha casa”, contou uma familiar.
Uma sobrinha descreveu Patrícia como uma mulher trabalhadora e muito conhecida na comunidade. “Ela era a filha mais nova da minha avó, teve uma vida digna, era caprichosa, foi casada. A história dela foi toda aqui no bairro”, afirmou.
A sobrinha também relatou que, após a separação do marido, Patrícia passou a fazer uso de drogas, mas ressaltou que não havia envolvimento com dívidas relacionadas ao tráfico. Para a família, o crime não teria motivação financeira. “Eu acredito que não foi por dívida, foi por pura crueldade. Talvez ela tenha falado alguma coisa que alguém não gostou”, disse.
Ainda conforme os relatos, a própria família iniciou as buscas na manhã de domingo (1º), por conta própria, percorrendo áreas do bairro após receber informações desencontradas. “A gente começou a procurar desde as 6h da manhã. Seguimos até urubus, achando que podia ser ela, mas era uma ossada de boi. A gente procurou até o meio-dia e desistiu”, contou uma familiar.
O corpo foi encontrado mais tarde, após uma nova informação indicar o local correto. “A gente esperava encontrar ela com vida”, disse a parente.
A família cobra justiça e acredita que os responsáveis pelo crime possam ter espalhado os boatos que antecederam a descoberta do corpo. A vítima deixa uma filha de três anos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime, além da autoria e motivação.



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