Empresário vivia rotina reservada em Meaípe, onde foi morto. Detalhes da cena do crime em sítio indicam brutalidade
Entrada do Sítio onde o corpo do empresário Dantinho Michelini (foto em destaque) foi encontrado, em Meaípe, em Guarapari | Foto: Divulgação TV Tribuna/Band e Reprodução
O empresário Dante Brito Michelini, de 75 anos, o Dantinho, que foi assassinado no sítio onde morava, em Meaípe, Guarapari, circulava no comércio local só usando máscara e boné.
Ele foi investigado pela morte de Araceli Cabrera Crespo, assassinada aos 8 anos, em 1973, em Vitória. O caso se tornou símbolo do combate ao abuso infantil.
Segundo informações apuradas pela imprensa local, Dante costumava ir a um supermercado, onde comprava pão todas as manhãs.
Moradores afirmaram que ele estava sempre usando bota, bermuda, jaqueta de couro preta, máscara de proteção facial e boné.
Segundo a reportagem, Dantinho era uma pessoa extremamente reservada e calada. Ele chegava aos estabelecimentos, fazia suas compras e pagava, sem conversar com ninguém. Exceto com uma comerciante. “Ele era bem reservado, mas a gente conversava muito sobre política, sobre as coisas que acontecem no dia a dia. A gente tomava café junto”, afirmou.
A apuração aponta que a suspeita de fontes ligadas à investigação é de que o crime tenha acontecido à noite, porque os fios do padrão de energia do sítio foram cortados.
A casa foi incendiada e o corpo de Dante foi encontrado no dia 3, em uma varanda. Ele estava de short, sem a cabeça e com uma das pernas quebradas. A posição do corpo indicava que ele poderia estar tentando fugir para o meio do mato.
O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Fabrício Dutra, afirmou, na sexta-feira (06), que há indicativo de que Dante levou duas facadas na região do peito.
O delegado-geral da Polícia Civil afirmou, também na sexta, que o crime não foi latrocínio (roubo seguido de morte), mas nenhuma outra hipótese está descartada.
Da Redação / Com informações Tribuna Online


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