Empresário de Colatina e policiais civis são denunciados por fraude milionária em revenda de veículos adulterados



O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte) e da Promotoria de Justiça de Colatina, ofereceu denúncia contra cinco pessoas investigadas no âmbito da Operação Dublê, deflagrada em 16 de outubro de 2025. Entre os denunciados estão três policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória, um empresário do ramo de revenda de veículos de Colatina e um intermediário residente em Teixeira de Freitas (BA).

A investigação foi instaurada para apurar a atuação de organização criminosa responsável pela comercialização de veículos adulterados, aplicação de golpes contra seguradoras e prática de crimes como roubo e furto de veículos, receptação, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Ao longo das apurações, foi confirmada a existência de organização criminosa estruturada e estável, voltada à prática reiterada de adulteração e remarcação de veículos automotores, inserção de dados falsos em sistemas policiais mediante registros fraudulentos de ocorrências de roubo e furto, além de fraude contra seguradoras. O objetivo era obter indenizações indevidas, ocultar e dissimular a origem ilícita dos bens e valores e reinserir veículos adulterados no mercado. As condutas teriam causado prejuízos à fé pública, à administração da Justiça, às empresas seguradoras e à coletividade.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo contava com apoio direto de policiais civis, que se valiam do cargo público para conferir aparência de legalidade às práticas criminosas, suprimir registros oficiais e viabilizar o recebimento indevido de indenizações securitárias.

O empresário de Colatina, proprietário de uma revenda de veículos, atuava em conluio com um policial civil, registrando falsos boletins de ocorrência de roubo com o objetivo de obter indenizações securitárias indevidas.

Já o denunciado residente em Teixeira de Freitas (BA) atuava como principal fornecedor de veículos adulterados, realizando a montagem e remontagem ilícita de automóveis e utilizando documentos de veículos sinistrados ou roubados para “legalizar” automóveis de origem criminosa.

A pedido do Ministério Público, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina determinou o afastamento dos policiais civis de suas funções públicas, bem como o levantamento do sigilo dos autos.




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