Fungo contagioso que pode ser transmitido no contato sexual se espalha e gera preocupação



Infecção que vem preocupando é causada por fungo microscópicoReprodução/Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)

Autoridades sanitárias alertam sobre fungo transmitido por contato sexual em vários países

Infecções causadas por uma cepa fúngica pouco conhecida, que pode provocar erupções cutâneas persistentes, têm preocupado autoridades de saúde em diferentes continentes

Casos envolvendo uma infecção fúngica transmitida por contato pele a pele — inclusive durante relações sexuais — acenderam sinais de alerta entre especialistas e órgãos de saúde em diversas partes do mundo. Trata-se do Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII), um dermatófito que causa lesões cutâneas semelhantes às da micose ou “coceira na virilha”.

O fungo, que já era observado há alguns anos em grupos específicos, como em homens que fazem sexo com homens na Europa, tem sido registrado com mais frequência nos Estados Unidos, Canadá, países europeus e regiões do Oriente Médio, segundo relatos de autoridades sanitárias.

Nos EUA, especialmente no estado de Minnesota, autoridades de saúde vêm documentando o que descreveram como o maior surto conhecido dessa forma da doença no país, com dezenas de casos confirmados ou suspeitos em andamento.

A infecção costuma começar com manchas vermelhas e coceira que se espalham para áreas como genitais, coxas e abdômen, evoluindo gradualmente se não tratada. Os sintomas podem levar até três semanas para surgir depois da exposição.

Especialistas também destacam que, além da transmissão sexual, o fungo pode ser passado por toalhas, roupas de cama ou objetos compartilhados, o que amplia as possibilidades de contágio.

Outro fator que preocupa a comunidade médica é a crescentes dificuldades no tratamento de infecções fúngicas em geral, devido à resistência de alguns agentes a medicamentos antifúngicos. Este fenômeno é uma tendência observada em várias espécies de fungos e representa um desafio para terapias convencionais.

Autoridades ressaltam a importância de diagnóstico laboratorial preciso e de orientação médica rápida para casos suspeitos, sobretudo em pessoas sexualmente ativas com sintomas persistentes na pele ou nas áreas genitais.




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