De família tradicional, ele foi denunciado pelo desaparecimento, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo, em 1973, e posteriormente absolvido pela Justiça. Familiar reconheceu o corpo pelas características físicas e roupas
Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho, na década de 70 Crédito: CEDOC/ A GazetaO corpo encontrado decapitado e com sinais de carbonização em um sítio na localidade de Meaípe, em Guarapari, na tarde de terça-feira (3) foi identificado como sendo de Dante Brito Michelini, de 76 anos. Quem fez o reconhecimento junto à Polícia Civil foi um irmão da vítima. Apesar da confirmação por parte do familiar, a Polícia Civil só poderá atestar tecnicamente a identidade da vítima após o resultado do exame de DNA.
O familiar ainda vai ser ouvido formalmente pela polícia, mas ele reconheceu o corpo do irmão pelas roupas e características.
Dante foi localizado por uma pessoa, que contou à polícia que não o via há alguns dias. Ao verificar o local, se deparou com janelas e paredes da casa no interior do sítio destruídas. Assim que policiais adentraram na residência, o homem foi encontrado em avançado de decomposição.
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No sítio onde o corpo foi encontrado, uma piscina que apresentava um cheiro muito forte chegou a ser esvaziada em busca da cabeça da vítima, porém nada foi achado. No local, apenas duas tartarugas foram encontradas.
Quem foi Dante Brito Michelini
Dante Brito Michelini, mais conhecido como Dantinho, era de uma influente família do Espírito Santo no início dos anos 1970 quando foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo desaparecimento, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo, de apenas oito anos. A menina sumiu no dia 18 de maio de 1973, após sair da escola na Praia do Suá, em Vitória, e seu corpo foi encontrado seis dias depois, com marcas de violência sexual, no matagal de um morro nas imediações do Hospital Infantil, também na Capital.
Anos mais tarde, Dantinho, seu pai, Dante de Barros Michelini, e Paulo Constanteen Helal, também implicados no crime, foram absolvidos. Acusado de rapto seguido de morte da menina, Dantinho se declarava inocente, assim como os outros acusados. No primeiro julgamento, em 1980, os três haviam sido condenados.
Em 1991, porém, uma sentença definitiva os absolveria por falta de provas decorrente de problemas ainda na fase de investigação policial. Nenhum outro suspeito respondeu pelas acusações e, em 1993, o crime prescreveu, deixando os autores sem punição.
Da Redação / Com informações de A Gazeta

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