Governo diz que taxas já estão nas menores da história e não há previsão de novos cortes; programa deve continuar impulsionando o crédito imobiliário
As taxas de juros para financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) vão permanecer estáveis em 2026, mesmo diante do cenário de incertezas econômicas e da expectativa de queda da taxa básica de juros (Selic). Segundo autoridades ligadas ao programa, as taxas praticadas atualmente já figuram entre as mais baixas da história da política habitacional federal, e não há previsão de novos cortes no curto prazo.
O ministro das Cidades, Jáder Filho, afirmou nesta segunda-feira (9) que os juros oferecidos nas modalidades do MCMV, especialmente nas faixas voltadas às famílias de menor renda, estão em níveis historicamente reduzidos. Por exemplo, nas faixas mais populares, a taxa pode chegar a cerca de 4% ao ano em algumas regiões, enquanto nas faixas intermediárias fica um pouco acima disso, dependendo da renda e da localidade.
O ministro explicou que, apesar da taxa básica de juros (Selic) estar elevada, as condições ofertadas pelo programa mantêm a capacidade de financiar a casa própria com custos menores do que muitas outras linhas de crédito disponíveis no mercado. Por isso, afirmou que não será necessário reduzir ainda mais as taxas para seguir atendendo às necessidades dos beneficiários.
Além da estabilidade das taxas, o programa tem registrado uma expansão significativa no número de contratos. O governo projeta que o MCMV deva contratar cerca de 1 milhão de novas moradias em 2026, parte de uma meta de 3 milhões de unidades contratadas até o fim do ano, fortalecendo o papel do programa no mercado imobiliário nacional.
O estratégia do ministério tem sido ampliar o alcance do programa, incluindo recentemente famílias com renda mais alta (até cerca de R$ 12 mil mensais) na chamada Faixa 4, e ajustando tetos de renda e valores financiáveis para acompanhar a evolução dos preços dos imóveis.
Apesar das taxas de juros não serem reduzidas no momento, o setor vê o MCMV como um motor importante para o crédito imobiliário e para a construção civil no país, contribuindo para aquecer o mercado e aumentar o acesso à moradia própria para milhões de famílias brasileiras.


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